domingo, 19 de fevereiro de 2012

Astrologia e Astronomia

Desde tempos imemoriais os homens observavam os céus e seus fenômenos como forma de relação entre suas vidas cotidiana e as divindades, pois para eles havia uma relação entre os ditames celestiais e o seu devir na Terra. Com o decorrer dos tempos surgiram duas formas elevadas de Ciências: A Astrologia e a Astronomia. Ambas com o uso de cálculos matemáticos na observação dos fenômenos, mas a primeira como uma ciência mágica e a outra racional. Através da Astronomia os cientistas podem observar os fenômenos cósmicos, no qual o nosso planeta, e mesmo nós, se insere. Em tempos anteriores os astrônomos agruparam as estrelas, em que o Sol transitava pelo firmamento, em imagens que inspiraram os signos zodiacais, ou seja, as galáxias que o Sol e os planetas passavam nessa órbita, pois mesmo o Sistema Solar esta em movimento constante na Via Láctea. A Astrologia estuda a influência do fenômeno energético sobre o nosso planeta e nossas vidas, outrora os ritmos e movimentos dos céus e da Terra eram contemplados e registrados pelos sacerdotes da Antigüidade, sendo estes homens responsáveis pela Astronomia e Astrologia, analise dos movimentos cósmicos e interpretação dos destinos.
Mais precisamente ambas as ciências estavam juntas e expressavam o anseio da humanidade em extrair do Universo os princípios de lei e ordem e compreender seu verdadeiro lugar neste plano existencial. O uso da Astrologia oferece aspectos substanciais para o autoconhecimento, tipologia e auxílio nas decisões cotidianas. Foram separadas pelo advento da cristandade que execrou todas as formas de divinomâncias e com isso a Astronomia ganhou um lugar de destaque nas Ciências Naturais e a Astrologia foi colocada como uma forma de superstição. Porém pode ser afirmado, nos dias atuais, em que a Ciência busca compreender a espiritualidade e a metafísica que há um novo olhar sobre esta ciência, renegada, e sua importância cotidiana e a Astrologia e a Astronomia se complementam.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Fantasmas na história

Uma análise histórica sobre a crença em fantasmas no período medieval da europa. com base na obra de jean-claude schmitt que trata sobre as relações entre os vivos e os mortos daquele período.


A morte e os mortos constituem universalmente uma parte importante das crenças religiosas e do imaginário social sobre este tema, embora cada sociedade tenha a sua representação própria do além e daqueles que se foram, ou seja, o destino que os aguarda, que sempre povoou as mentalidades dos homens de antanho.

Estas aparições fantasmagóricas concebem uma interpretação sobre as viagens do mundo dos mortos e suas visitas ao mundo dos vivos, que normalmente, os vivos que os vê são antigos conhecidos ainda em vida. O objetivo deste é revelar aos vivos a geografia dos lugares do mundo dos mortos, lugares estes que habitavam o imaginário medieval do Ocidente.Com os relatos sobre fantasmas o historiador é de pronto imerso nos detalhes deste imaginário cristão da Idade Média, trava-se analises com os cruzamentos confusos de caminhos de relações sociais tomadas entre os viventes e os recém mortos que os visitam. Estes relatos de fantasmas focalizam toda a atenção na condição do, então, falecido, que descreve aos viventes a sua situação, muitas vezes, nestas crônicas a existência do fantasma ou espíritos se dá em virtude do decurso do “rito de passagem”, ou seja, a aplicação ou não dos ritos fúnebres. Pode ser citado como exemplo um corpo desaparecido de um afogado que não ganhou sepultura, vítimas de assassinato, suicidas, morte de uma parturiente ou mesmo um natimorto.Pode ser observado desta forma uma herança, ou o peso desta, na sociedade medieval que encontra as reminiscências culturais greco-romanas ou heranças dos bárbaros. Visto que o Cristianismo rejeitou em um primeiro momento o culto dos mortos, como é apresentado em toda a iconografia sobre a Idade Média e suas mentalidades, que permeou muitas épocas. Nos Sécs. V e VI muitos dos rituais pagãos foram cristianizados tendo desta forma uma espécie de “morte domesticada”. Em outras palavras pode se observar que o modus vivendi do homem medieval estava articulado nesta dinâmica entre a idéia de salvação, sufrágio, dos mortos e os seus laços com os vivos de uma sociedade que vivenciava o visível e o invisível com intensidade e normalidade.


Muitas vezes as aparições se davam para transformar a Igreja Católica e legitimar um processo político em andamento, assim como relatava o mundo dos mortos e sua atual situação ou até mesmo anunciar uma morte ou transformação social.

Sendo assim pode ser afirmado que “vivemos em prol dos mortos mais do que dos vivos” e que desta forma as reminiscências de outrora transpassam o tempo e influenciam o agora, principalmente no Culto dos Mortos.


Referências:

SCHIMITT, Jean-Claude, Os Vivos e os Mortos na Sociedade Medieval - Companhia das Letras - São Paulo - S.P.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Despolitizar os governos e a Ditadura do populacho


Segundo Platão a política é a arte de governar a "pólis" e consequentemente o conjunto humano. Tanto para Platão como para Aristóteles a pólítica é uma difícil arte e de todas, importante. Pois, nela se concentrava a maneira de organizar a convivência entre todas as pessoas da pólis.

A democracia como foi construida era para uma minoria participante, seleta, que dirigia a cidade, mas que em síntese, era duramente criticada pelos grandes homens daquela época, que acreditavam e defendiam a necessidade da pólis ser dirigida pelos melhores (aristoi), visto que o homem comum, o homem médio, segundo José Ortega y Gasset, baseado em Platão, é desejoso e insaciavel.

Como dizia Baltazar Gracian em que a vilania é ingrata, inconsequente, ignorante, ignóbil, e, em consequência disto, despreparada, assim como os dirigentes atuais em que se valem do conhecimento político, ou seja, alguem despreparado, sem gabarito, que atende as pressões dos partidos na política nacional.

O pior de tudo é o embrutecimento das pessoas conscientes politicamente, que se contentam com o desnivelamento e da falta de mérito, a verdadeira méritocracia. O que hoje se vê em ministérios é um economista no Ministério da Saúde ou um engenheiro na economia e assim por diante, em virtude da pressão exercida pelos partidos, que visam ocupar pastas sem ao menos ter a capacidade de administrar através da competência e da idoneídade dos, possíveis, dirigentes.

Se faz necessário uma despolitização, ou seja, uma despolitização partidária nos governos aonde deve ser prezado os valores éticos, morais e a verdadeira capacidade de uma pessoa idónea e competente na administração do Estado. A politica nacional não deve ser ditada pelos partidos, mas por uma força ou ordem maior do que ele o que Kung-fu Tsu (Confúcio) chamava de T ien Ming – o Mandato dos Céus, ou seja, as Leis Naturais.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Como foi apresentado nos telejornais as escolas vitoriosas no ENEM foram aquelas cujo método tradicional, que desperta a auto-disciplina no aluno (discípulo) e ensina os valores éticos, morais e civilizatórios, formando a verdadeira Paidéia, valorizando o trabalho do professor na transição do Logos (conhecimento).


O método tradicional tem o objetivo de educar, formar ciddãos, através da firme disciplina transmitindo a cultura, a civilização e valores mais elevados do que doutrinas ideológicas, que destroem a civilização e impoem a barbárie.

Uma das realidades é que o sistema educacional, liderados por granmiscianos e marcuseanos, tornou as escolas em depósitos de pessoas, que por sua vez são guiadas por Eros e Thanatos (sexo e destruição), ou seja, seus instintos mais baixos e animalescos, puxando para baixo todos os que se sobressaem de mediocridade reinante, contentes com o Panis et Circenses (pão e circo).

A outra realidade é que o governo que não tem interesse em melhorr a educação adotou o modelo paulofreireano, que torna o professor/educador em animador cultural, retirando a hierárquia e o respeito ao profissional da educação, aliás, qualquer profissional será desrespeitado futuramente, já que o trabalho e a busca da perfeição serão virtudes marginalizads por este povo bábaro e arrogante.




A outra realidade é que educação se dá em casa, porém, a plebe não tem um lar, tem casa, mas não tem um lar. Os pais não tem e nem querem ter um compromisso com a educação, com a moralidade e a civilização. A plebe tem compromisso com o hedonismo, com a pilantragem, com o dinheiro rápido e fácil, com o egoísmo e com a sua mediocridade.

As escolas privadas também tem deixado a desejar por se permitirem a idéia de lucro, escola não é depósito de pessoas, é a csa do Logos da formação da Paidéia, do respeito ao próximo e da regras de convivência. Tem sido o palco de verdureiros da educação que visam lucrar com a permissividade e da pressão de um povo imoral.

E infelizmente as escolas públicas e privadas estão recheadas deste contexto, pois a permissividade do sistema pedagógico na educação incentiva a arrogância e a visão obscura do povo e não colabora com a formação do caráter e da cidadania.

Acautelai-vos, ó dignatários, homens honrados e damas.

domingo, 11 de setembro de 2011

Partidos não liberados.

Uma das maiores questões do Brasil é o número absurdo de partidos, dos quais muitos não têm expressão e servem para dividir ainda mais a sociedade, não contribuindo desta forma com os caminhos da política nacional e com o agravante de uma imensa maioria de esquerda, aliás, esquerda para todos os gostos, sem espaço para oposição.

Porém entre a miríade de partidos que ainda não foram liberados existem alguns que podem colaborar de forma positiva com a política nacional, mas o que chama a atenção é o fato de não terem sido liberados e os motivos que são realmente ocultos, que esbarram na burocracia.

Entre estes que ainda não foram liberados estão aqueles que defendem o Libertarianismo, o Conservadorismo, a Monarquia e o Humanismo. Pelas propagandas apresentadas, eles se mostram partidos sérios, com pessoas sérias e comprometidas com o Brasil, a liberdade de expressão, os valores éticos e morais, a defesa das Leis Naturais, o verdadeiro mérito, com o Humanismo e a solidariedade, defendem também a diversidade do gênero humano, assim como, a individualidade e o equilíbrio no jogo político.

Portanto estes partidos que são realmente sérios deveriam ser apoiado e deveriam participar da política.

* Este foi um artigo retirado/censurado no site gosto de ler, publicado no dia 23/08/2011. Com certeza o governo o censurou.

Entre os sábios, os tolos e os parvos.


Mais uma vez faço minha reflexão agressiva ou incisiva.

Refleti muito sobre os feedbacks que fizeram sobre minha pessoa. Trabalho em
dois lugares, que me decepcionam e me aborrecem, em um, falam sobre minha pessoa, mas não mencionam o meu profissionalismo. Talvez eu esteja no lugar errado, minha estrela não brilha como profissional.
Mas no segundo a Diretora da escola elogia o meu profissionalismo, apesar de trazer problemas quanto a burocracia, mas ela e os demais colegas de ofício reconhecem o meu valor profissional e minha pessoa.

Enquanto que no primeiro sou apenas um cara legal, mas sem reconhecimento
profissional, no segundo eu consigo ser os dois.

É preciso entender este fenômeno.

Com certeza deve ocorrer contigo nobre leitor. Mas faço aqui uma reflexão: toda luta que realizamos nesta vida, é uma guerra contra a nossa mediocridade, não é uma luta constante para ser melhor do que os outros ou para chamar a atenção de alguém, é o sentido de nossa auto-realização.

O que importa na realidade é sermos bons profissionais. O maior mal dos brasileiros é não saber distinguir isto. Portanto: amigos, amigos, negócios a parte.

Com esta observação sobre os elogios ou sobre as censuras, pois ambas em suas essências, são vazias, embora em um nível profissional funcione como um propulsor, como um feedback sobre o nosso trabalho e continuar a manter o ritmo de nossas realizações. Mas com certeza mais vale ser criticado pelos sábios do que elogiados pelos tolos e parvos.