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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

O caso da Universidade Gama Filho.

Um dos casos de falência que mais chocaram o país foi o fechamento da Universidade Gama Filho no ano de 2014, devido à má administração de recursos e do acumulo de dívidas, tendo seu imóvel abandonado e sido alvo de vandalismo.

Tal falência causou transtornos a funcionários e aos alunos. No caso dos funcionários, estes ficaram sem pagamento e tiveram de recorrer na justiça os seus pagamentos. Já os alunos, tanto graduando quanto graduados também precisaram recorrer na justiça pela liberação de seus documentos para, no casa dos estudantes, continuarem seus estudos em outra instituição superior de ensino, e os graduados para obterem seus diplomas.

O curioso é que, como eu disse no meu artigo anterior sobre “O Mito da Privatização na Educação”,[1] esta instituição poderia ter sido absorvida pelo Estado (seja pela esfera estadual ou federal), porém não ocorreu tal absorção. O que nos leva a questionar sobre o desinteresse do Estado pela estrutura deixado pela universidade.

O que nos faz pensar sobre os efeitos de uma má administração, o que ela pode realmente fazer com uma empresa. Mas, voltando as nossas atenções a não assimilação, ou não aproveitamento, por parte do Estado a falida instituição.

Houveram algumas iniciativas de algumas instituições, porém o Ministério da Educação não permitiu o aproveitamento da falida instituição e de sua estrutura física no bairro da Piedade. O máximo que eles fizeram foram descredenciar a Universidade Gama Filho. O que nos leva a pensar que a espera federal não possuía tanto interesse na Educação, principalmente sendo ela uma educação superior oriunda de uma iniciativa privada.

Tal fenômeno nos mostra, além dos perigos de uma má administração, que a iniciativa privada, dependendo do Estado da Federação, está sujeito a encontrar dificuldades e barreiras em seus empreendimentos, missões e manutenções. Embora, o presente autor não seja a favor da incorporação de escolas ou instituições de ensino pelo Estado.

Sendo assim, as instituições de ensino privado, em todos os níveis da educação (pré-escola, ensino primário, ensino médio e ensino superior) devem se acautelar para não falirem e não serem absorvidos pelo Estado ou virarem um símbolo de decadência.



Notas:

[1] Artigo escrito em 13 de janeiro de 2022, blog O Conservador Mederado.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Pós-graduações holísticas.



Quando um jovem termina a faculdade uma preocupação que passa pela sua cabeça é a pós-graduação, quando não é o mercado de trabalho. Porém, o graduado acaba rumando para uma especialização, seja ela Lato Sensu (especialização e MBA – MasterBusiness Administration) ou Stricto Sensu (mestrado, doutorado e pós-doutorado).
Desta forma o acadêmico tem seu conhecimento aguçado para uma visão estreita de sua área científica ou tecnológica, sendo arremessados ao limbo oclocrático o Polímata e o FilósofoRespigador.1
Homem Vitruvianofilósofo eclético
O polímata é o homem que tem um conhecimento científico e tecnológico. Também é conhecido como o homem multifacetado. O polímata é uma pessoa excepcional por seus talentos múltiplos, holísticos e aprofundados, apresenta as virtudes da investigação, do pensamento correto e da concentração correta.2
Contudo, este sábio é execrado pela nossa sociedade oligofrênica, oclocrática, medíocre e desonesta e pelos demais acadêmicos materialistas, instituições universitárias e políticos alinhados com as políticas de esquerdas.
Podemos citar como um exemplo de polímata por excelência o mestre Leonardo Da Vinci, que possuía inúmeras habilidades e conhecimentos, foi pintor, músico (cantor), escultor, arquiteto, engenheiro, inventor, astrônomo, astrólogo, anatomista, biólogo, ornitólogo, geólogo, filosofo, alquimista e escritor.3 Ousamos afirmar neste artigo que o mestre renascentista foi o único sábio polímata que até hoje não houve outro igual.4
Mestre reascentista
O filósofo respigador é o filosofo eclético, em virtude de sua ampla cultura e e sua grande capacidade de erudição, este sábio, investiga e aglutina todas as filosofias, em suas melhores e mais sublimes ensinos, a fim de promover a civilização.5
Ele consegue juntar e conectar através da investigação comparativa todas as sabedorias dos Grandes Mestres, colocá-las em prática nas suas vidas e expô-las através do discurso e do exemplo de vida moral e ética.6

Assim como o polímata, o filósofo respigador possui as mesmas virtudes e as mesmas angustias supra-citadas. São acusadas de serem “perdidos” e por isso são desacreditados ou ignorados.
Citamos neste artigo alguns respigadores que realizaram este Modus Operandi no pensamento ocidental e colocaram em prática como Cicero7, Giordano Bruno, Helena Petrovna Blavatsky e Jorge Angel Livraga Rizzi. Esta pessoas unificaram as filosofias ocidentais e orientais a fim de promoverem a civilização.

Estes dois tipos de notáveis – polímatas e respigadores – se distinguem dos demais intelectuais, pois transcenderam as mentes de desejos e organizativas (Kama Manas), utilizando as suas mentes puras (Manas) com amplitude, ou seja, utilizam uma parte das suas inteligências Viveka.8
Porém, a nossa sociedade acadêmica parece esquecer este detalhe importante e relega a pós-graduação ao estreitamento epistemológico.9 Segundo o Prof. Peter Burke, as universidades precisam criar um espaço para estas pessoas de inteligência Viveka.10

Pois, o nome Lato significa amplo,11 portanto tal pós-graduação deveria ser holística. Aliás, a educação precisa atender as vocações e a aristocracia12. Sendo assim, o Lato Sensu é o sentido amplo (o grifo é nosso), e amplitude se relaciona com a holística, que tem o mesmo sentido.
Já o Stricto Sensu, que significa sentido estrito (o grifo é nosso), foram direcionados aos cursos de pós-graduação de longa duração e com o objetivo de aguçar o conhecimento, não de forma holística.13 Entretanto, o sentido de Stricto nos remete a ideia de hermetismo, uma guisa de conhecimentos restritos em que as merecedores são convidados a ingressar nesta senda. Mas, atualmente o ingresso ao Stricto Sensu tem ocorrido através da rede de amizade ou de conhecimento ao invés de ser através do mérito e do caminho discipular.14
Pois, as graduações são iniciações científicas aos portais do conhecimento e da investigação. Vide a formatura ser um ritual de passagem. E a pós-graduação seria esta entrada nos mistérios das ciências e da tecnologia. E nossa sociedade esta vazia de conhecimentos holísticos e quem os defenda.15

Notas e referências bibliográficas:
1BURKE, Peter, O historiador como colunista – Ensaios para a FOLHA – Editora Civilização Brasileira – Rio de Janeiro – R.J. - 2009 – pág. 182.
2BURKE, Peter, Op. Cit. – págs. 179 à 181.
3BURKE, Peter, Op. Cit. – pág. 181. e DA VINCI, Leonardo ( trad. MALVEZI, Marcos), Anotações de Da Vinc – por ele mesmo – Editora Madras – São Paulo – S.P. - 2004 – pág. 09.
4N.A. (Nota do Autor) – Embora, haja inspiração por muitos de nós referente ao Leonardo Da Vinci não conseguimos realizar metade do que ele realizou.
5FERACINE, Luis, Cícero – O maoior filosofo latino – Editora Escala – São Paulo – S.P. - 2011 – págs. 13 e 14.
6Idem – Ibidem.
7Marco Túlio Cícero, nasceu em 03 de janeiro de 106 a.C, em Arpino – filosofo, historiador, advogado e senador de Roma. em FERACINE, Luis, Op. Cit. – págs. 36.
9BURKE, Peter, O historiador como colunista – Ensaios para a FOLHA – Editora Civilização Brasileira – Rio de Janeiro – R.J. - 2009 – pág. 182. e ISASA, Michel Echenique e ALVES, Dimas Pincinato, Filosofia e Vocação para Educadores – Trilha A – Editora Nova Acropole – Belo Horizonte – M.G. - 2009 – págs. 77 à 80 e 115 e 116.
10BURKE, Peter, Op. Cit. – pág. 182.
11http://www.significados.com.br/lato-sensu/ acessado em 28 de junho de 2015 às 13:05.
12ISASA, Michel Echenique, A Vocação nossa de cada dia – Editora Nova Acropole – Belo Horizonte – M.G. - 2010 – págs. 77 à 80 e 163 e 165.
13http://www.significados.com.br/stricto-sensu/ acessado em 28 de junho de 2015 às 13:06.
15http://www.gostodeler.com.br/materia/18910/consideracoes_sobre_o_batismo_e_as_iniciacoes_pueris.htmle ISASA, Michel Echenique e ALVES, Dimas Pincinato, Op.Cit.– págs. 18 à 30.