domingo, 7 de julho de 2013

História Política: Ditaduras, ditadores e os discursos dos vencedores.

Os conceitos de ditaduras atuais são caricaturas discursivas das ditaduras antigas. Um dos fenômenos históricos e políticos, mais deturpados é a Ditadura, ou seja, o regime de exceção. Tanto o seu conceito como sua prática nos dias atuais são utilizadas e representadas de formas erradas. O conceito de Ditadura vem da Roma Republicana, pois quando ocorria um período de turbulência e desordem social, os senadores (sábios anciões conselheiros) elegiam um general romano, para ser o ditador, por um período de seis meses, com o intuito de colocar ordem a sociedade, acabar com as turbulências e fazer as leis serem cumpridas.
Após o cumprimento da missão este ditador e do período de sua gestão devolvia o poder ao Senado. O ditador não criava leis durante o seu mandato, apenas as faziam ser cumpridas e respeitadas e para isto ele tinha o direito de usar a força e dispor da vida de qualquer súdito. Porém, ele usava estes poderes com sabedoria, pois era um período de exceção, e o povo romano, com seus dirigentes, tinham um compromisso com o processo civilizatório, que os levaria as altas aspirações e valores mais sublimes. Contudo, as memórias dos legados de Roma foram maculadas pelos discursos atuais, cujas finalidades são retirar os méritos e os valores civilizatórios que forjaram a Roma Antiga, denegrindo sua memória em discursos e caricaturas. Os grupos interessados em destruir a imagem e a glória daquela Roma são aqueles que estão no poder, ou seja, aqueles que estão dispostos a destruir a ordem social e manter a desordem, a imoralidade e a Oclocracia. Critica-se a Roma Antiga em virtude de um punhado de tiranos, que se sobrepunham a ordem e aos valores elevados em nome do imediatismo, do hedonismo e dos prazeres efêmeros, além de terem um compromisso com as ilusões e processos revolucionários despóticos. Mas, os valores e a grandeza de Roma nortearam os passos da civilização Ocidental, pois se baseavam nos valores atemporais, elevados e civilizatórios.
Em síntese, ditadores apenas ditavam as leis que existem, mas não criavam novas, ou seja, as recitavam e as faziam serem cumpridas, porém, os homens contemporâneos, em suas arrogâncias e ignorâncias deturpam os sentidos e os conceitos que vieram da Roma Antiga, pois para essas pessoas autoridade é autoritarismo.

sábado, 6 de julho de 2013

Os pijânios.

Neste Artigo é exposto a utilização do uniforme unida a valorização do servidor público na breve gestão presidencial de Jânio Quadros. A gestão de Jânio Quadros no ano de 1961, foi marcada por contrastes e moralismos, que lhe renderam a fama de néscio. Em sua breve gestão de nove meses, realizou ações dinâmicas que buscavam uma mudança na economia, na política e na sociedade, principalmente, no Serviço Público. Na questão do funcionalismo publico, Jânio Quadros introduziu e exigiu a utilização de uniformes. Cujo intuito era introduzir e eduzir o comportamento exemplar, a elegância e resguardar o vestuário particular dos servidores estatais. Estes pontos foram abordados no artigo a “Importância dos uniformes”.Porém os uniformes receberam a alcunha depreciativa de “Pijânios” Porém, um detalhe não foi colocado em evidência com esta atitude. Jânio Quadros exigiu a utilização do uniforme, mas como compensação deu aos funcionários públicos o Plano de Carreiras, Cargos e Salários. Desta forma ocorreu uma valorização dos servidores públicos e auto-realização destas pessoas. Jânio Quadros chegou muito perto da visão sobre a importância e o significado do servidor público como força motriz nas engrenagens do funcionamento do Estado como foi abordado no artigo “Os servidores públicos e a Política” em que mostrava a força dos servidores públicos na restauração da ordem durante a restauração da figura do Imperador, na figura de D.Pedro II, no poder. Desta forma a História do Brasil tem um débito com o servidor público e até mesmo, com a verdade e com a gratidão. As coisas boas foram estrategicamente esquecidas no intuito de denegrir e escarnecer os outros. Portanto este breve momento da História os servidores públicos tiveram uma segunda ocasião de valorização profissional.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

A criação do Universo segundo o Budismo, o Hinduísmo e o Neo-platonismo.

Como se deu o surgimento do Universo, segundo o Hinduísmo e o Budismo? E como o Neo-platonismo explica este processo? Segundo a Teogonia Védica do Hinduísmo o Universo surgiu da respiração de Bhraman (o supremo Criador), que a cada movimento respiratório cria (expiração) e destrói (inspiração), formando o espaço – a matéria e as formas – e o tempo. Cada inspiração é um Yuga1 (medida de eternidade do Hinduísmo), assim como um expiração é outro Yuga. Desta forma a criação se dá através de um ato de inteligência, sabedoria e amor, ao passo em que a destruição é um ato de regressar a fonte criadora, gerando a reminiscência e a imanência da origem de um Universo anterior.
Durante a expiração ocorre a formação e a expansão deste universo que é mantido com o auxílio dos Devas (Deuses) oriundos da inteligência e amor, até o momento da decadência vivenciada, finalizando um Yuga a fim de começar outro a partir da decadência, que gera a destruição – o momento de inspiração do Bhraman – que são absorvidos até formar um novo ciclo respiratório. Já para o Budismo, o Universo sempre existiu e sempre existirá, pois a teoria búdica nos afirma da possibilidade de um Passado sem Início. Em virtude da Gênese Condicionada, ou seja, todos os fenômenos precisam de condições para se manifestar.
Outra questão relacionada a criação ou Gênese Condicionada é a importância que o Budismo dá as gêneses menores e as pequenas catástrofes que geram os elementos necessários para o surgimento/manifestação dos fenômenos. Porém, também, contempla as grandes Gêneses Cósmicas, assim como as inúmeras destruições estelares e as relacionam com a dinâmica da mente humana na contemplação destes ciclos infinitos de ascensão-apoteose-queda. Pois para o Budismo todos os fenômenos estão relacionados entre si, sendo assim a manifestação do efeito se dá através da causa e das condições necessárias para o surgimento desse.
A partir deste momento ao falarmos sobre a Lei de Causa e Efeito e relacionamos com a respiração do Bhraman, que é a manifestação da Vontade Primordial nestes ciclos eternos, falamos, então de Dharma, que esta imanente em todas as coisas e em todos os fenômenos. Através da analise comparativa podemos compreender os ciclos infinitos de geração/criação e mutação/destruição, porém a destruição não significa aniquilação absoluta de algo, mas de uma mudança de uma transformação que libera os elementos parea serem gerados outros seres, formas e fenômenos.
Segundo Plotino (filosofo Neo-platônico) ao falar sobre a formação ou criação do Cosmos, que ocorre através da interferência do Theos (a Inteligência) sobre o Caos. Este por sua vez é um ponto em que se condensa tudo o que conhecemos e que não conhecemos. O Caos sobre a influência do Theos, libera seu conteúdo expandindo-se e sendo ordenado pelo Theos formando o Cosmos (o Universo), que se destruirá através da dispersão, não da aglutinação. Porém, os elementos desta dispersão alcançam um estado semelhante ao Caos, que sofre a intervenção do Theos, formando assim um novo Cosmos. A partir desta observação e comparação destes conhecimentos profundos podemos ressaltar que as eternidades são presentes nos ciclos constantes de geração e transformação e das sutilezas das impermanências sobre os fenômenos, sejam eles grandes ou pequenos.
Palestra proferida no Sarau das Idéias, em Nilópolis, dia 10 de março de 2013. 1 - Significa Era em sânscrito.

Astrologia/Astronomia - Meteoritos...Quem disse que os problemas não caem do céu?

Estamos nas rotas de colisões de meteoritos? Parece que estamos vivendo o fim de tudo, porém estes fenômenos são normais e vivemos no canto mais tranqüilo da Galáxia. Mas vamos refletir sobre estes fenômenos.
No dia 17 de fevereiro deste ano caíram meteoritos na Rússia que causaram desastres, em que pessoais se machucaram, além de diversos patrimônios terem sido destruídos. Três dias depois cruzaram nos céus do Norte-Fluminense três objetos incandescentes, que deixaram os habitantes daquela região assustados. No dia 23 de março deste ano nos E.U.A., região ignorada, passou um meteorito, que os deixou alarmados, embora as autoridades tentaram despreocupá-los sobre este fenômeno. A partir destes três fatos podemos observar que estamos na rota de passagens de meteoros, meteoritos e asteroides que se aproximam, porém, todos os anos somos bombardeados por esses corpos celestes, que passam a representar um mau presságio ligado a uma catástrofe.
Mas estes fenômenos astrológicos/astronômicos são essências para a manutenção dos elementos no planeta Terra, assim como são sinais de alguma transgressão cometida pelos habitantes do planeta. Esta manutenção dos elementos, através da colisão de meteoritos com nosso planeta, realiza a transmutação e o surgimento de elementos metálicos durante a sua entrada na atmosfera terrestre, queimando estes elementos contidos no meteorito, ganhando o perdendo elétrons, prótons e nêutrons, ou seja, uma alquimia neste processo. Pois foi assim que o nosso planeta ganhou metais preciosos e outros elementos. Embora, alguns elementos são nativos de nosso planeta em virtude de um processo de queima e pressão interna de nosso planeta.
Os fenômenos cósmicos quando se apresentam aos olhos humanos, principalmente aos homens e antanho, que observavam a influência dos astros nos acontecimentos cotidianos. Cometas, meteoros e eclipses eram sinais de maus presságios que alarmavam os sábios e os reis, pois significavam um desequilíbrio, em virtude de séries de atitudes erradas que atraiam o descontentamento dos Deuses e da Ordem Cósmica gerando um fenômeno de proporções catastróficas. Portanto, os fenômenos espaciais, a queda de meteoritos e passagem de outros corpos celestes são acontecimentos normais, mas que assustam os homens e as suas constâncias e repetições nos trazem os sentimentos de fragilidade.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Rio de Janeiro: a nova Atlântida!!! - O espectro de Atlântida paira sobre o Rio de Janeiro.

O espectro de Atlântida paira sobre o Rio de Janeiro. Este artigo expõe as questões das catastrofes naturais e as catastrofes humanas do Rio de Janeiro.
Desde a transferência do Distrito Federal (A Capital do Brasil) do Rio de Janeiro para Brasília, em 1960, o Rio de Janeiro (tanto a cidade quanto o Estado) passam por um processo de decadência sociopolítica. Tal decadência ocorre em virtude dos desvios morais, da destruição dos patrimônios históricos, da bestialização das pessoas e da desconfiguração da infra-estrutura do Estado e do Município do Rio de Janeiro. Esta decadência foi explicada por Platão, em sua obra “o Banquete”, do qual ele relata as causas do afundamento de Atlântida, que ocorreu cerca de 9.000 anos antes de seu nascimento.
O filósofo, discípulo de Sócrates, nos informava em seu discurso as causas do afundamento desta civilização, cujo os motivos foram a decadência moral dos governantes e dos habitantes de Atlântida, principalmente na utilização abusiva dos recursos, que atraiu a irá dos Deuses. Tais ações causaram um desequilíbrio no planeta e na vida, principalmente na vida moral e no processo evolutivo espiritual. E este desequilíbrio representou uma agressão profunda a vida e ao planeta, além de causar um temor dos Deuses, estes precisaram intervir e afundaram Atlântida com seus profanadores.
Hoje o Rio de Janeiro passa por este processo de decadência moral e desrespeito aos seus recursos psico-energéticos (as Linhas de Ley), a sua História, seus espaços e construções, em nome do dinheiro e do comprometimento ideologico com a Oclocracia e a manutenção de pequenos grupos que tem o objetivo de dominar e iludir os povos, ganhar mais dinheiro e se manter no poder. O Rio de Janeiro sempre teve catastrofes e problemas relacionados ao clima, ou seja, as chuvas, as enchentes, os deslizamentos de terra, porém, tem aumentado cada vez mais e se apresentam de forma repetitiva (podemos dizer cíclicos) e tais fenômenos são sinais de desequilíbrio acarretado por seus habitantes.
Um dos piores erros foi o Rio de Janeiro ter aceito sediar a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, pois não havia condições para isto, mas o fizeram por dinheiro e em nome de seus ignóbeis egos. E os outros piores erros foram não aceitar o feedback exposto por pessoas que observavam o processo de decadência moral e, conseqüentemente, estrutural, mentiram para si mesmos, abraçando a ilusão como uma forma de mudar as realidades. Além de não respeitarem a verdadeira Geografia da cidade e do Estado, promoveram as imoralidades como patrimônio cultural. Com este quadro resumido dos sintomas de decadência o Rio de Janeiro com sua população ignorante, iludidas e oligofrênica rumam para um destino lamentável. Sendo assim estamos vivenciado um processo de decadência, embora este artigo tenha exposto a questão das catastrofes naturais, estas são menores perto das catastrofes humanas do Rio de Janeiro.

História & Justiça - A verdade histórica sempre aparece e a justiça é realizada através da pesquisa e da seriedade histórica.

Com a exumação dos corpos da Família Imperial – D. Pedro I e de suas esposas – Podemos constatar através desta pesquisa, conduzida pela historiadora Valdirene Ambiel, em sua dissertação de mestrado na USP (Museu de Arqueologia e Etnologia), em que o discurso realizado para denegrir as figuras históricas do Brasil, principalmente do período imperial, foi intensa, pois prevaleceu o discurso dos vencedores, no caso, os golpistas da época e repetido por muitos historiadores atuais. Pois como poderia um homem como D. Pedro I, que compunha peças magníficas ao piano ser um homem agressivo e tosco? Como era proferido nas aulas de História do Brasil. Alguma coisa estava errada neste discurso, pois seria muito paradoxal um exímio compositor clássico empurrar sua esposa na esposa da escada ou chutar-lhe o ventre, quando estava grávida. Ou seja, além de provar que ele morreu de tuberculose, em virtude das fraturas nas costelas, segundo o exame realizado.
Assim como foi constatado que a imperatriz Dª. Leopoldina, primeira esposa de D. Pedro I e mãe de D. Pedro II, que através deste exame, desta pesquisa arqueológica, não teve a bacia ou outro osso quebrado em virtude alguma suposta queda. Sendo assim, tal pesquisa desmente a retórica da agressão sofridas pela imperatriz Dª. Leopoldina por parte de D. Pedro I. Pois, se raciocinarmos direito uma pessoa que compõe Música Clássica tem aproximação com o lado mais sublime da alma. No caso de Dª Amélia, a segunda esposa de D. Pedro I, foi descoberto o estado de mumificação de seu corpo preservando por vários anos.
Além de que, graças às técnicas arqueológicas utilizadas nesta pesquisa, pode ser constatada as contradições do que foi dito durante séculos e das imagens que se formou sobre a Família Imperial. Com isso pode ser revista a História do Brasil, pois a pesquisa trouxe à luz novas releituras e a verdade sobre os fatos. Pois como dizia Madame Blavatsky:
E a arqueologia e a História neste momento apresentou a verdade dos fatos através da pesquisa dos restos mortais da Família Imperial.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Uma pequena História do Capitalismo no Séc. XVIII.

Este artigo faz uma análise sobre o Capitalismo no Séc. XVIII, sua relação com o trabalho, a riqueza e a aristocracia. Quando no referimos ao Capitalismo nas aulas de História nos atentamos para o lado negativo deste fenômeno. Nunca foi observado que o capital é uma energia que fluí de um lugar para o outro constantemente, como as águas de um rio, que correm para o Oceano da prosperidade. Porém, neste artigo far-se-á uma análise sobre o Capitalismo no Séc. XVIII, sua relação com o trabalho, a riqueza e a aristocracia daquela época, tomando como base as análises de José Ortega Y Gasset e a Revolução Industrial. A Revolução Industrial foi um fenômeno histórico ocorrido inicialmente na Inglaterra, fruto de uma conjuntura propícia para aquela época. Cercamento dos campos que levou famílias inteiras a buscar trabalho e sobrevivência nas cidades provocando um excedente de mão-de-obra para as fábricas. Porém, segundo Ortega Y Gasset, nem todos os serviços eram industrializados, pois ainda existia muitos serviços artesanais, que estavam nas mãos de uma pessoa que transformava a matéria-prima em um artigo que atendia as necessidades do comprador, tanto a utilização como a estratégia do objeto, entretanto atendia, também, a necessidade artística, vocacional e financeira do mestre-artesão. Pode ser observado um ciclo que é gerado desta relação. Para explicitar melhor esta situação, o aristocrata encomendava um artigo para o artista ou mestre-artesão, levaria um tempo para confeccionar a encomenda, que estava paga. Desta forma, podemos afirmar que a aristocracia e a burguesia tinham dinheiro tinham dinheiro devido ao baixo volume de coisas para comprar, além de ser exercido o controle dos desejos, a inexistência de propaganda massiva e do exercício da paciência. Ao contrário dos dias de hoje que existe uma infinidade de coisas para comprar na lojas e uma massiva e sedutora propaganda, que gera o consumismo e os descontrole. Portanto, a Revolução Industrial não abarcou todos os setores da sociedade, o comércio e as atividades agro-pecuária ainda estavam em alta, assim como os serviços artesanais, que atendiam as necessidades da aristocracia e dos artesãos na fabricação de roupas, utensílios, móveis e restauração, lembrando que a qualidade dos produtos e o serviço bem feito foi uma reminiscência das guildas de ofício e uma influência do Renascimento, que por sua vez era muito bem recompensado. Embora, os estilos artísticos predominantes eram o Rococó, o Barroco e o Neoclássico, na confecção de utensílios, obras de artes e Modus Vivendi. Mas ainda assim a Revolução Industrial foi a consolidação do Capitalismo e,conseqüentemente, uma perda gradativa do seu poder de barganha.