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quinta-feira, 30 de julho de 2015

Bicho Solto?

“Gosto de criar neus filhos assim...bicho solto!!!” - palavras de uma parideira ou de um... “pai”?!?
Toda vez que ouvimos a expressão em epigrafe, antecedida da sentença meu (minha) filho(a) ou filhos, temos diversas reações. Desde a idéia de liberdade para os filhos ao espanto civilizatório.
As crianças hoje em dia expressam uma personalidade forte somado a ilusão de liberdade e um descompromisso dos pais frente a educação dos filhos.
Tal atitude é muito factual nas camadas mais pobres e baixas de nossa sociedade, embora as camadas mais altas e abastadas cometem o mesmo erro. Filhos não são troféus de uma noitada de prazer e precisamos, segundo o casal Eyre, estarmos atentos e presentes na educação de nossos filhos constantemente.1 Principalmente com relação as amizades e os colegas, sejam eles da rua ou da escola ou de agremiações.
Segundo Steve Biddulph, quando nossos filhos alcançam a idade de quatorze anos, eles buscam fora de casa outros exemplos para seguirem, devido a esta fase ser a busca de aventuras e fortes emoções, tal fato nos remete a questão da atenção, pois se faz necessário estarmos presentes neste período que a progênie entra em contato com o mundo, a sociedade e a juventude, com isso haverá a importância de bons exemplos, bons mestres, a fim de completar a formação social, da personalidade e do caráter de nossos filhos.2
Desta forma estar presente na formação de nossos filhos não é de preservar demais e nem de expô-los desnecessariamente e fora da época correta.3
Assim como queremos deixar um mundo melhor para nossos filhos, então temos a obrigação de deixarmos filhos melhores para o mundo.4
Devemos pautar a educação ministrada aos nossos filhos no conceito máximo da Lei de Causa e Efeito e nos ditamos sociopolíticos do Bom, Belo, Justo e Verdadeiro, para que jamais caiam nos crimes e nas vicissitudes.5 Pois nossos filhos não são bichos e nosso mundo não é um zoológico.
Notas e referencias bibliográficas:
1EYRE, Linda & Richard – O Livro da Valorização da Família – M. Books do Brasil Ltda. - 2003 – São Paulo – S. P. - págs. 150 à 155.
2BIDDULPH, Steve – Criando Meninos: para pais e mães de verdade. - Editora Fundamento Educacional Ltda. - 2011 - São Paulo – S. P. - págs. 27 à 32.
3EYRE, Linda & Richard – Op. Cit. – págs. 167 e 170.
4BRUCE, Ian – Pai, Você é muito mais do que um amigo! - Universo dos Livros Editora Ltda – 2012 – São Paulo – S. P. - pág. 196.
5N.A. (Nota do Autor) – Segundo o sábio vizir Ptah-Hotep devemos criar os filhos dentor dos preceitos da educação a fim de formar um cidadão aristocráta.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Educação e gêneros.

Meninos e meninas são diferentes, têm necessidades diferentes e formas de educação diferentes. Mas ambos têm acesso à educação formal e básica.
O exemplo da jovem paquistanesa Malala Yousafsai na luta pelo acesso feminino à educação acentuou a condição deste gênero com relação a exclusão das jovens orientais no processo de formação básica.
Devido ao atentado sofrido, Malala se tornou símbolo da luta feminina oriental pelo acesso à educação. A jovem foi alvejada pelo Talibã, ou seja, o extremismo fanático, que castra a liberdade individual e o processo civilizatório.1
A jovem heroína
Todos os seres humanos têm direito à educação, seja ela o mais elementar possível, independente de sexo, religião, etnia ou classe sócio-econômica.
Contudo, se nossa jovem heroína, sobrevivente, paquistanesa conhecesse a realidade da educação no Brasil, talvez ela tomaria outra postura. Provavelmente ficaria horrorizada com o descaso dos “estudantes” brasileiros nas suas vidas escolares e o mau uso das salas de aulas.
A nossa cultura ocidental privilegia as camadas turmas mistas, em que meninos e meninas estudam juntos, mas devido ao atraso civilizatório de nossa sociedade e do incentivo a sexualização precoce estes mesmos meninos e meninas usam as salas de aula, mais precisamente entre a troca de professores, para realizarem suas promiscuidades sexuais.
Escola não é motel ou “matinho” para a fornicação infanto-puberal, cuja faixa etária deveria se dedicar ao auto-conhecimento, principalmente as emoções, as vocações e a formação da Paidéia, ou seja, a Escola é o Templo do Logos e a Acadêmia da Civita e do Caráter.
Malala esta correta em reivindicar o acesso das meninas a escolarização, pois é um direito e um dever das pessoas se civilizarem e lapidares seus conhecimentos adquiridos.
Contudo, a mistura de meninos e meninas gerou um confronto de ensinos para a sociedade, pois as formas pedagógicas na educação estão desviadas e corrompidas em nome da democracia e da “liberdade”.
Homens e mulheres têm formas diferentes de aprender, de se relacionarem e de Ser. Ambos são polos diferentes que se completam e compõem o mosaico social.
Caro(a) leitor(a) sejamos sinceros, meninos e meninas precisam ter educações diferenciadas, voltadas para as naturezas de suas polaridades de gênero, além de eduzir suas vocações e refinar o processo civilizatório, que neste último caso precisa ser realizado através das aulas de etiqueta.
Pois, precisamos de uma educação voltada para as qualidades solares e ativas do homem e das qualidades lunares e passivas2 (receptivas) da mulher, ou seja, precisamos formar cavaleiros e damas em nossa sociedade.
Mestre filosofofotografia colorizada
Pitágoras de Samos foi o primeiro grande sábio a se preocupar em educar as mulheres, por isso ele fundou o Gineceu, que tinha a função de educar as moças da aristocracia de Samos para serem damas verdadeiras.3
Assim como os japoneses até o início do Séc. XX, tinham as escolas de gueixas, que eram mulheres esmeradas e voltadas para as Artes mais refinadas da sociedade nipônica.4
Obviamente, que os homens, também, possuíam suas academias e Liceus, assim como os espartanos, as escolas pitagóricas e as orientações de Confúcio na formação do caráter que os educavam.
Jan Amos Komensky
Contudo, Comenius, no Séc. XVII, defendeu a importância da classe mista e do aprendizado lúdico através das brincadeiras. Porém, nos parece que não foi uma boa ideia misturar meninos e meninas.5
Portanto, precisamos de classes ou escolas masculinas e femininas separados a fim de manter a civilização.

Notas:

1N.A. (Nota do Autor) – Atentado ocorrido na tarde de 09 de outubro de 2012.
2N.A – Não confundir com a passividade ou a inércia, mas uma passividade que gera a cortesia, a compreensão, a compaixão e bondade amorosa.
3N.A. - Durante toda a sua vida este filosofo criou uma escola de pensamento filosófico a fim de aglutinar e lapidar a sociedade de Samos.
4N.A. - A palavra Gueixa significa “pessoa que vive da arte”, eram cortesãs, mas se portavam com dignidade e elegância. Não eram prostitutas, segundo o pensamento ocidental.
5N.A. - Jan Amos Komesky – Nascido em 28 de março de 1592 na Morávia (atual República Tcheca) foi pedagogo e bispo protestante. Este pedagogo defendia em sua obra Didacta Magna as turmas mistas com meninos e meninas prendendo juntos.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O fim do cavalheirismo e a ascensão do feminismo radical.

“Abranda tua bravura e proteja os fracos e os humildes” – Palavras dos padres aos cavaleiros germânicos.
Desde o meado do Séc. XIX o cavalheirismo ou cavalaria teve um processo de decadência, assim como ocorreu uma ascensão do feminismo. Com isso aconteceu um desequilíbrio social em que incidiu uma “Guerra de Gêneros” em nossa atualidade. Ninguém mais sabe qual é o seu papel na família e na sociedade. O processo de decadência do cavalheirismo ocorreu em virtude do embrutecimento dos homens (sexo masculino) e de suas passividades. Ser cavalheiro era proteger a sua dama, porém, devido ao embrutecimento masculino, estes passaram a serem agressivos com suas companheiras (damas) e age de forma irresponsável e imatura.
Como conseqüência da decadência do cavalheirismo, somado aos sentimentos de angústia e de ansiedade femininas. Pois as mulheres são pessoas angustiadas/ansiosas por natureza e os modus operandi masculinos irritam as mulheres que buscam ocupar os espaços “vazios”, principalmente se os homens agem de forma tranqüila e com calma a fim de resolver problemas ou realizar projetos. Os homens tornaram-se passivos e as mulheres masculinizadas, em virtude da revolta feminina pelos anos de opressão e pela inatividade dos homens. Cujos fatores somados a ilusão de modernidade, a sexualidade bestializada, ao afastamento das pessoas e da ausência do respeito mútuo iniciou uma “guerra dos sexos”, em que o campo social tornou-se o campo de batalha de duas partes se complementavam, pois o homem é a conquista e a proteção e a mulher é o amor e a gentileza.
Toda mulher é a dama de seu cavalheiro, pois é ela que torna o homem gentil e o ensina a respeitar as mulheres. Ensinamento este oriundo da Idade Média, mais especificamente da manutenção dos Modus Operandi da Antigüidade, guardado por irmandades dispostas a retomar o processo civilizatório. Pois desde a fundação da escola filosófica de Pitágoras, as mulheres tinham uma educação que visava formar damas, ou seja, mulheres de altivez, sensíveis, com as moralidades elevadas e gentis, mulheres que pensavam, mulheres que sabiam dividir o espaço com os homens, mulheres sábias e que eram verdadeiros exemplos para a sociedade.
Assim como também os homens eram educados para serem sábios sem perder suas virilidades e seus aspectos solares e positivos. Tais educações trabalhavam os arquétipos de ambos os sexos a fim de orientá-los para uma vida plena e formarem sociedades mais verdadeiras, justas, boas e belas. Portanto, o processo de civilização precisa retomar a educação de homens e mulheres através do trabalho dos arquétipos, que foi perdida para os discursos oclocráticos, que visam à destruição da sociedade norteada por valores elevados. Precisamos de damas e cavalheiros.