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quinta-feira, 7 de outubro de 2021

A importância da Língua Portuguesa (Gramática e Literatura).

 

No artigo anterior, de minha autoria, defendi a importância de estudar e praticar o aprendizado da língua inglesa. Porém, antes de termos domínio de nossa Língua Materna, o Português, pois é neste idioma que rege o nosso cotidiano, nossa comunicação, nossa cultura e nossas mentalidades.

Desde o processo de expansão portuguesa e com a forte influência do Marquês de Pombal para instaurar a Língua Portuguesa, tanto no Brasil como em outras colônias de Portugal em outros continentes. Sua origem se deu do latim vulgar (sermo vulgaris), trazida pelos soldados romanos para as áreas conquistadas pelo Império Romano, aquela área em que habitavam os Lusitanos, que era conhecida pelos nativos como Lusitânia e pelos romanos como Finis Terra, em virtude de ser considerada como o fim do continente europeu.

Com as mudanças sucessivas o latim foi permutado por dialetos. Sendo que o português, como língua, surge no Séc. XIII sendo falado até a primeira metade do Séc. XVI. Neste período iniciaram-se os estudos gramaticais da língua. Historicamente é conhecido como Português Arcaico, mas com os estudos gramaticais conferiu uma elegância e regras para a pronúncia e, principalmente, a escrita.

Sendo que no Brasil a Língua Portuguesa teve fortes influências das línguas indígenas e negras, que enriqueceram ainda mais o idioma falado no Brasil. Entretanto, ainda se mantém as regras para a pronúncia e para a escrita. Pois, a gramática rege a utilização, conforme as regras de sua utilização na comunicação dos falantes do idioma. 

A gramática quando aplicada corretamente fornece elegância no idioma, pois o usuário passa a ter um domínio da comunicação e ter uma linguagem mais clássica e mais abrangente, principalmente com o uso de sinônimos e antônimos e respeitando o uso da pontuação.

A Literatura se mostra rica em sua lógica e coesão a fim de transmitir as idéias de um texto, independente de ser uma narrativa, uma descrição ou uma dissertação. A produção de textos literários é fundamental para a manifestação de uma cultura, de preferência mais clássica e refinada.

Desta forma podemos afirmar que o domínio da Língua Portuguesa é essencial para a manifestação de idéias coerentes e de uma ascensão social, visto que as maiores lideranças empresariais dominam a Língua Portuguesa com maestria. Ao contrário da plebe bestializada que utiliza de jargões oriundos de presídios e da falta de compreensão e esforço para aprender a Língua Materna.

 

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

A importância de aprender o inglês.

 

Aqui vai um mea culpa do presente autor quando defendeu o Esperanto como uma língua neutra, o que hoje ainda defendo por questões idealísticas, porém o aprendizado e o domínio da língua inglesa se faz necessário devido a importância de se fazer negócios (business), com países estrangeiros, assim como fazer turismo e linguagens de computação.

É claro que o aprendizado e a prática do língua inglesa tem que ser individual, pois isso deve vir do interesse de cada um, visto que em nosso país a língua materna é o português, que não deve ser desqualificada, muito pelo contrário, deve ser estudado com afinco e utilizado com graciosidade e refinamento.

Mas a importância da língua inglesa se faz necessário por motivos profissionais e de refinamento cultural, pois o Brasil e Portugal têm estreitas amizades com países de língua inglesa. Vários são os cursos de língua inglesa em que os presentes leitores/leitoras podem entram e aprender a língua inglesa, mas todos estes cursos possuem metodologias diferentes pois cada uma é voltada para um determinado público e suas necessidades, vocações e formas de aprendizado.

Portanto, se faz importante aprender a língua inglesa para as finalidades de atender ao refinamento cultural e aprimoramento profissional e de relacionamento com outras pessoas de outros países, o intercâmbio.



terça-feira, 29 de agosto de 2017

Em defesa das Fraternidades Estudantis.

A juventude é uma força dinâmica na sociedade, sem dúvidas. E o Movimento Estudantil Universitário é a sua mais marcante expressão[1]. Entretanto, os estudantes possuem diferenças. Neste artigo vamos abordar de forma peculiar as diferenças entre estudantes estadunidenses e estudantes brasileiros.

No modelo brasileiro vamos destacar duas práticas: as repúblicas estudantis e o movimento estudantil. Sendo a primeira uma moradia para estudantes universitários, era chamada de solar dos estudantes ou apenas república. Essa pratica foi promovida pelo Rei D. Dinis I de Portugal[2], em Coimbra, que ordenou a construção de casa para o assentamento de estudantes que custeariam suas estadias através do pagamento da locação destas. Hoje, no Brasil, as repúblicas continuam a serem moradias provisórias para estudantes universitários com alguma ajuda governamental a fim de manterem esses recintos.

O movimento estudantil brasileiro, mais especificamente o universitário, se caracteriza pelo seu engajamento político, de sua rebeldia juvenil[3]. Até o ano de 1937 que fora fundado a UNE (União Nacional dos Estudantes), os estudantes brasileiros já possuíam uma visão crítica e opositora, segundo Arthur J. Poerner. Contudo, nos dias atuais, ocorre um engajamento político-partidário de esquerda no movimento estudantil, tornando-se um braço ativista e um militante para as ideologias de esquerda e seus partidos.

As fraternidades, cujo radical vem do latim de “frater”, significa irmão. Esta é uma prática acadêmica muito antiga em países como os Estados Unidos, tendo grande importância na vida acadêmica de um estudante. É uma associação de jovens estudantes unidos por um mesmo interesse, sendo eles pela áreas de estudos acadêmicos, esporte, social, um hobbies e solidariedade. Formando companhias constantes durante os seus anos de universidade, que se tornarão amigos para a vida inteira. De maneira a formar um rede de conhecimentos e solidariedades profissionais, em virtude dos diferentes contatos. As fraternidades ou irmandades[4]estão quase sempre localizadas dentro do campus universitário, lembrando as nossas repúblicas, mas não servem apenas como moradia ou um local de estudos. Elas têm como objetivo o “saber viver” e organizam eventos, grupos de estudos, fazem trabalhos voluntários. Apesar dos filmes passarem a ideia de que são feitas só de festas, bebidas e excessos hedonistas, esta não é a função verdadeira das fraternidades.

O ponto em comum que as fraternidades e os movimentos estudantis têm são os trabalhos voluntários, como forma de trabalhar o caráter de seus membros e colaborar com o processo social.

Sendo assim, as fraternidades estudantis configuram uma forma de opção aos estudantes brasileiros na sua formação sem a interferência maliciosa dos partidos políticos e ideologias político-partidárias.

Notas e referências bibliográficas:

[1] SAVAGE, Jon – A Criação da Juventude: Como o conceito de teenage revolucionou o Século XX – Rocco – 2007 - Rio de Janeiro – R.J. – pág. 29. HOBSBAWM, Eric – A Era dos Extremos: O breve Século XX (1914 – 1991) – Companhia das Letras – 2005 - Rio de Janeiro – R.J. – pgs. 317 e 319 . POERNER, Arthur José –O Poder Jovem: História da participação política dos estudantes desde o Brasil-Colônia até o governo Lula – Booklink Publicações Ltda– 2004 - Rio de Janeiro – R.J. – pgs. 39, 40, 129 e 130.
[2] D. Diniz I (Lisboa, 9 de outubro de 1261 – Santarém, 7 de janeiro de 1325), apelidado de o "Rei Lavrador" e "Rei Poeta", filho mais velho do Rei D. Afonso III.
[3] POeRNER, Arthur José –Op. Cit. – Booklink Publicações Ltda – 2004 - Rio de Janeiro – R.J. – pgs. 40, 53 à 55, 123 e 124. MALATIAN, Teresa – Império e Missão: Um novo monarquismo brasileiro – Companhia editorial nacional – 2001 – São Paulo – S.P. – pág. 38, 44, 45.
[4] As diferenças entre fraternidades e irmandades são a questão de gênero. Enquanto as fraternidades agregam moços, as irmandades selecionam moças.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Crítica aos críticos da Filosofia.

As pessoas  criticam a Filosofia e a sua importância na sociedade, em virtude de suas paixões oclocraticas. Neste artigo criticamos estes críticos da Filosofia.
O que é Filosofia? A Filosofia é o amor ou a amizade pela sabedoria. Contudo não é uma ciência, mas uma disciplina do pensamento e uma busca constante pela compreensão sobre a natureza essencial das coisas, dos fenômenos e suas manifestações. [1]

 Desta forma ela é a mãe das ciências, pois realiza a iniciação da verdade, através, da investigação dos fenômenos, do sentido das palavras, da essência dos seres, das coisas. Mas, muito mais do que isso a Filosofia tem um compromisso com a vida Moral e a vida interior, assim como, em um nível mais imediato com o processo civilizatório de uma sociedade VERDADEIRAMENTE HUMANA.[2]
 
Sendo assim, a Filosofia é uma ferramenta e uma força racional, na construção de uma sociedade virtuosa, que através das virtudes as pessoas realizem suas vocações e alcancem suas auto-realizações.[3] 
Contudo, a Filosofia tem sido alvo de ataques, escárnios e desprezos por parte da plebe, dos pseudo-intelectuais de esquerda, dos corruptores, dos fanáticos religiosos e dos “agentes da Matrix”.[4]
 
A plebe odeia a Filosofia por estarem apaixonados por suas bestialidades e apegados aos prazeres ilusórios e materialistas.[5] 
Os fanáticos religiosos a odeiam em virtude do amor e da valorização da ignorância, além do estreitamento da inteligência prática, de visão deturpada de mundo e do ódio pelo diferente. Este grupo tem sido visivelmente dominante nesta sociedade.[6] 
Intelectuais de esquerda e corruptores são aqueles que tentam e conseguem alterar ao seu bel-prazer o conceito da Filosofia. Sendo os primeiros dirigidos, os seus discursos, para a ideologia político-partidária, mais precisamente para as esquerdas (comunismo, socialismo, e oclocracia). São pessoas que colocam a Filosofia de forma deturpada, através da dialética, para conquistar adeptos ou culpabilizar os outros ou gerar o separativismo social, através das lutas de classes.
 
Os corruptores são diversos, pois podem desqualificar a Filosofia e os filósofos, a fim de lucrar com o estado de barbárie atual e questionar a Filosofia, mais precisamente a sua “utilidade”, ou seja, o Utilitarismo, criticado por Sócrates e por Cícero.[7]

Esses “agentes” (intelectuais esquerdopatas e corruptores) supra citados são os “agentes da Matrix”, pois como foi explicado no filme Matrix, qualquer um é um potencial agente do sistema vigente, que irá defende-la, por paixão e apego ao Modus Vivendi em que nos encontramos hoje, assim como foi explicado por Platão em sua “Alegoria da Caverna” em que os cativos matam o filosofo. Para estes homens fadados ao eterno torpor ilusório na sua “Caverna”, nas garras de Maya, aonde sua consciência adormece, viver é sobreviver e pensar dá trabalho.[8]
 
Todavia, o pior ataque realizado a Filosofia é o “Utilitarismo”, pois manifesta uma desonestidade moral e cívica por parte dos atacantes, que têm compromisso com o oportunismo, o imediatismo e com a manutenção da ignorância vigente na sociedade, remetendo o povo, carente de virtudes para alcançar a grandiosidade do Caráter, a inteligência prática e regressivamente a bestialidade.[9]
 Sendo assim a Filosofia tem como missão humanística elevar o homem comum a grandiosidade do Caráter fomentando a virtude, a integração com a nossa essência e inserindo a sociedade no caminho da civilização.
Notas e referências bibliograficas:

[1] GUZMÁN, Délia Steinberg – Otimismo e Filosofia – Edições Nova Acropole - Belo Horizonte – M.G. – 2009 – pág. 7. LIVRAGA, Jorge Angel – Nós, Filósofos Acropolitanos - Edições Nova Acropole - Belo Horizonte – M.G. – 2010 – pág. 7. FERACINE, Luiz – Cícero: O maior filosofo latino - Edições Escala – Jardim das Laranjeiras – S.P. – 2011 – pgs. 19 e 20.
[2] GUZMÁN, Délia Steinberg – Os Jogos de Maya – Edições Nova Acropole - Belo Horizonte – M.G. – 2011 – págs. 43, 180 à 183. FERACINE, Luiz – Op. Cit.– pgs. 18. GUZMÁN, Délia Steinberg – Filosofia para Viver – Edições Nova Acropole - Belo Horizonte – M.G. – 2012 – pág. 24. GRACIAN, Baltasar – A Arte da Prudência – Editora Martin Claret – São Paulo – S.P. – 2006 – págs. 25, 26 e 42.
[3] N. A. (nota do Autor) – Pirâmide das Necesidades de Abrahan Maslow, que cita e classifica as necessidades dos seres humanos.
[4] N. A. (Nota do Autor) – O filme Matrix é baseado na Alegoria da Caverna descrito por Platão.
[5] FERACINE, Luiz – Op. Cit. - pgs. 69. GRACIAN, Baltasar – Op. Cit. – Editora Martin Claret – São Paulo – S.P. – 2006 – págs. 84, 93 e 94.
[6] GUZMÁN, Délia Steinberg – Filosofia para Viver – Edições Nova Acropole - Belo Horizonte – M.G. – 2012 – págs. 97 à 99.
[7] GUZMÁN, Délia Steinberg – Filosofia para Viver – Edições Nova Acropole - Belo Horizonte – M.G. – 2012 – págs. 100 e 103. FERACINE, Luiz – Op. Cit. - págs. 69 à 71, 75, 77 à 80.
[8] PLATÃO – A República – Editora Martin Claret – São Paulo – S.P. – 2000 – págs. 210 à 212.
[9] CÍCERO, Marco Túlio, Dos Deveres (Tomo III)  - in FERACINE, Luiz – Op. Cit. - págs. 121 à 127.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Educação e gêneros.

Meninos e meninas são diferentes, têm necessidades diferentes e formas de educação diferentes. Mas ambos têm acesso à educação formal e básica.
O exemplo da jovem paquistanesa Malala Yousafsai na luta pelo acesso feminino à educação acentuou a condição deste gênero com relação a exclusão das jovens orientais no processo de formação básica.
Devido ao atentado sofrido, Malala se tornou símbolo da luta feminina oriental pelo acesso à educação. A jovem foi alvejada pelo Talibã, ou seja, o extremismo fanático, que castra a liberdade individual e o processo civilizatório.1
A jovem heroína
Todos os seres humanos têm direito à educação, seja ela o mais elementar possível, independente de sexo, religião, etnia ou classe sócio-econômica.
Contudo, se nossa jovem heroína, sobrevivente, paquistanesa conhecesse a realidade da educação no Brasil, talvez ela tomaria outra postura. Provavelmente ficaria horrorizada com o descaso dos “estudantes” brasileiros nas suas vidas escolares e o mau uso das salas de aulas.
A nossa cultura ocidental privilegia as camadas turmas mistas, em que meninos e meninas estudam juntos, mas devido ao atraso civilizatório de nossa sociedade e do incentivo a sexualização precoce estes mesmos meninos e meninas usam as salas de aula, mais precisamente entre a troca de professores, para realizarem suas promiscuidades sexuais.
Escola não é motel ou “matinho” para a fornicação infanto-puberal, cuja faixa etária deveria se dedicar ao auto-conhecimento, principalmente as emoções, as vocações e a formação da Paidéia, ou seja, a Escola é o Templo do Logos e a Acadêmia da Civita e do Caráter.
Malala esta correta em reivindicar o acesso das meninas a escolarização, pois é um direito e um dever das pessoas se civilizarem e lapidares seus conhecimentos adquiridos.
Contudo, a mistura de meninos e meninas gerou um confronto de ensinos para a sociedade, pois as formas pedagógicas na educação estão desviadas e corrompidas em nome da democracia e da “liberdade”.
Homens e mulheres têm formas diferentes de aprender, de se relacionarem e de Ser. Ambos são polos diferentes que se completam e compõem o mosaico social.
Caro(a) leitor(a) sejamos sinceros, meninos e meninas precisam ter educações diferenciadas, voltadas para as naturezas de suas polaridades de gênero, além de eduzir suas vocações e refinar o processo civilizatório, que neste último caso precisa ser realizado através das aulas de etiqueta.
Pois, precisamos de uma educação voltada para as qualidades solares e ativas do homem e das qualidades lunares e passivas2 (receptivas) da mulher, ou seja, precisamos formar cavaleiros e damas em nossa sociedade.
Mestre filosofofotografia colorizada
Pitágoras de Samos foi o primeiro grande sábio a se preocupar em educar as mulheres, por isso ele fundou o Gineceu, que tinha a função de educar as moças da aristocracia de Samos para serem damas verdadeiras.3
Assim como os japoneses até o início do Séc. XX, tinham as escolas de gueixas, que eram mulheres esmeradas e voltadas para as Artes mais refinadas da sociedade nipônica.4
Obviamente, que os homens, também, possuíam suas academias e Liceus, assim como os espartanos, as escolas pitagóricas e as orientações de Confúcio na formação do caráter que os educavam.
Jan Amos Komensky
Contudo, Comenius, no Séc. XVII, defendeu a importância da classe mista e do aprendizado lúdico através das brincadeiras. Porém, nos parece que não foi uma boa ideia misturar meninos e meninas.5
Portanto, precisamos de classes ou escolas masculinas e femininas separados a fim de manter a civilização.

Notas:

1N.A. (Nota do Autor) – Atentado ocorrido na tarde de 09 de outubro de 2012.
2N.A – Não confundir com a passividade ou a inércia, mas uma passividade que gera a cortesia, a compreensão, a compaixão e bondade amorosa.
3N.A. - Durante toda a sua vida este filosofo criou uma escola de pensamento filosófico a fim de aglutinar e lapidar a sociedade de Samos.
4N.A. - A palavra Gueixa significa “pessoa que vive da arte”, eram cortesãs, mas se portavam com dignidade e elegância. Não eram prostitutas, segundo o pensamento ocidental.
5N.A. - Jan Amos Komesky – Nascido em 28 de março de 1592 na Morávia (atual República Tcheca) foi pedagogo e bispo protestante. Este pedagogo defendia em sua obra Didacta Magna as turmas mistas com meninos e meninas prendendo juntos.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Dever de casa

“Casa foi feita para nós descansarmos e não para fazer dever da escola” – palavras de um pilantra.
Educação
Uma das formas de fixação de uma matéria exposta em sala de aula por um (a) professor (a), a fim de exercitar o raciocínio, o sentido de dever/responsabilidade e despertar a autorrealização ao fazer uma tarefa que nos leva ao sucesso é o “Dever para a casa”. Porém, muitos dos discentes se recusam a fazer por inúmeros motivos.
No final da década de 1990 ao início deste novo Século o dever de casa foi motivo de discussões acaloradas e sem propósito, pois de um lado estava a preguiça dos alunos, o mau-caratismo dos pais e a mídia insidiosa, do outro lado estavam professores, diretores, pedagogos, psicólogos, alunos e pais honestos e austeros. Nesta discussão havia um embate sobre o papel da casa, do tempo disponível dos jovens em casa e o discurso retórico e tirânico sobre a transferência total da educação dos jovens para as escolas.
Nossa casa é o nosso lar, nosso refúgio que nos fortalecem, nos reenergiza e nos remete a um estado de espírito que nos conduz a tranquilidade e à um estado de concentração para realizarmos as tarefas que nos foram delegadas pelos docentes a fim de exercitarmos nossos raciocínios e fixarmos os conhecimentos em nossas mentes. Durante estas tarefas temos a ajuda de nossos pais, tios, irmão primogênitos ou “superdotados”, avós e tutores, que nos orientam com o intuito de participar do progresso de aprendizado e autorrealização. Desta forma não há desculpas para não fazermos os deveres de casa.
A menos que sejam pais desleixados ou comprometidos com a pilantragem, a vagabundagem e o mau-caratismo. Desta forma temos um problema com a educação ou o processo de aprendizagem.
Com relação à retórica sobre o tempo dos jovens em casa, mais precisamente sobre a ausência de tempo, que não passa de uma retórica dialética com o intuito de defender a indolência dos jovens e incentivar o hedonismo destrutivo, como uma forma de diversão e legitimar as vicissitudes dos pais e jovens, com o respaldo defensivo dos advogados comprometidos com o seus bolsos e com o alinhamento ideológico com o crime. Pois uma vez uma jovem formada em direito com o intuito de se desfazer dos professores havia dito de forma sarcástica:
“Existe profissão mais odiada que professor?”
Tal expressão demonstra o alinhamento ideológico e amoral deste típico de advogado1 e da sociedade em geral.
Retornando a questão dos pais, que devido à “impossibilidade de tempo” e da incapacidade de alguns pais na educação dos seus filhos, os pais transferiram esta tarefa, de forma tirânica e desonesta, para a escola, exigindo sucesso e a manutenção do mau-caratismo dos filhos, como nos foi mostrado no filme “O Clube do Imperador”, em que um professor comprometido com o processo civilizatório ocidental e com a sua profissão de educador se viu impedido de fazê-lo com o filho de um senador, que o havia enquadrado na educação moral do filho deste. Interrompendo o processo educacional de lapidação moral daquele que seria um grande cidadão.
Assim como este senador, o resto da sociedade assim o é, ou seja, uma sociedade imoral e oclocrática. Tais pessoas precisam saber o que estão fazendo – a destruição dos valores éticos e morais legado pelos gigantes de antanho – e depois exigem soluções como um bando de falso-moralistas e tagarelas. Mas os pais precisam se conscientizar que a escola é a parceira na formação da Paidéia, ou seja, transmitir os conceitos científicos e civilizatórios em conjunto com a família.
Para aqueles que têm esta dificuldade em tentar fazer o dever de casa com o (a) filho (a), existe uma alternativa. O segredo é conduzir o dever de casa como um dever a ser cumprido ou como um divino ócio2.
Sabedoria
Notas:
1  N.A. (Nota do autor) – Existem advogados compromissados com a defesa da Lei, da ordem, da justiça, da civilização e da verdade. Embora sejam raros, são dignos de nosso respeito e admiração.
2  N.A. - Divinos Ócios – ideia defendida por Platão na divisão de tempo e de tarefas. Os Divinos Ócios são tarefas que fazemos melhor em concordância com a nossa vocação e âmago.

quinta-feira, 27 de março de 2014

As Inteligências.

“Nossa!!! Beltraninho é tão inteligente!!!” - Mote popular de espanto sobre a capacidade de alguma pessoa.

 Um do maiores desafios para nós, educadores, é identificarmos sujeitos que se destacam em alguma área, tarefa ou aptidão. Lembrando que nós educadores, também, temos de diagnosticar dificuldades de aprendizagem e traumas, muitas vezes em detrimento das capacidades.
Estas capacidades ou agudezas mentais as chamamos de inteligência.
Segundo os pensadores contemporâneos, Wolf e Jules Payot, a verdadeira inteligência (intelegere) é o discernimento ou visão correta sobre os fatos, fenômenos e coisas, sem desvios de interpretações, ou seja, dizer aquilo o que verdadeiramente é, sem interferência da mente especulativa.

Embora a psicopedagogia admita a existência de outras inteligências, em detrimento da verdadeira inteligência, essas são utilizadas no diagnóstico comportamental, segundo o psicologo Robert Sternberg, em sua Teoria Triárquica da Inteligência, podemos classificá-las em três e que não se anulam, embora classifiquem a manifestação das inteligências nos comportamentos em grupos distintos.
  • Inteligência Analítica – em que se apresenta o brilhantismo acadêmico, a erudição, a análise de Teoria e ideias. Com isso um aprendizado rápido.
  • Inteligência Criativa – não apresenta o brilhantismo acadêmico, mas grande imaginação, habilidade de ideia e criatividade de produção e reprodução de suas ideias. Apresenta uma independência de ideias e falta de seriedade, muitas vezes se torna indisciplinado, sendo considerado como o “palhaço da turma”.
  • Inteligência prática – ao qual se mostra a facilidade de adaptar-se ao ambiente, através de uma levantamento do que é necessário para o desenvolvimento de suas tarefas e manutenção de suas relações, a fim de atingir seus objetivos. Além de apresentar um Senso Comum, como bússola norteadora.
Inteligência AnalíticaInteligência Criativa
Estas são inteligências que os educadores classificam, ou deveriam classificar, a fim de utilizar como apoio de seu trabalho. Através de uma análise minuciosa, podemos afirmar que a primeira, Inteligência Analítica, é um intelectualismo árido e enciclopédico, que não se compromete com a prática do que foi aprendido; a segunda, Inteligência Criativa, é uma agudeza mental, pois não sabe discernir e viver de acordo com o que aprendeu, ou seja, não vive uma Vida Interior; a terceira é uma malandragem amoral, que busca satisfazer suas necessidades básicas sem se importar com o Karma e agir de forma superficial, ou seja, vive uma Vida Externalizada, de aparências.
Contudo, estas Inteligências Triárquicas ainda não são a verdadeira inteligência, que discerne, relaciona e seleciona valores que nos determinam a viver o nosso lado mais transcendente.
Viveka 
Os sábios orientais chamavam esta Inteligência em sânscrito de Viveka. Uma Inteligência ligada à Intuição, a fim de alcançar a plenitude vazia (Sunyata) e completamente desligada da agudeza mental, do intelectualismo árido e da malandragem amoral pra escapar das redes de Maya (ilusão).
Maya 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Música Clássica e educação

A música clássica, que deixou de ser incentivada, tanto na educação familiar e escolar, em prol da valorização de músicas efêmeras, sem qualidade e imoralizantes, precisa ser resgatada. É correto afirmar, que cada um tem seu gosto musical, porém, deve ser ressaltado que as músicas desclassificadas e de mau gosto estão sendo impostas goela a baixo da população, que não tem obrigação de aplaudir e gostar desse tipo de manifestação de barbárie. Tolerar é aceitar parcialmente o outro, respeitando as suas diferenças. A música na educação serve como um momento erudição e absorção, no qual se trabalha a capacidade de uma pessoa de interpretar uma música ao ler uma partitura e expressá-la no instrumento tocado pelo aluno, que se dispõe a aprender esta arte. A aprendizagem na música, principalmente clássica, trabalha a concentração, a sensibilidade, a percepção auditiva e estética do discípulo. Como conseqüência se adquire a Paidéia.
Porém o aprendizado musical é para a vida toda. É lógico que nem todas as pessoas têm aptidão para a música, mas pode ter para outras habilidades artísticas e/ou esportivas. O mais importante é o incentivo que precisa ser dado ao aprendiz, tal incentivo deve começar na família e na própria pessoa, e posteriormente na escola ou Liceu de música.
A Música Clássica foi fruto da erudição, do estudo constante dos sons oriundos da natureza, porém, não são músicas folclóricas e nem populares. Tais estudos se iniciaram no Século IX e tornaram-se paradigma de estudo musical. Principalmente no estudo da harmonia utilizada na Música, do Quadrivium, em que se utilizam os cálculos matemáticos nas notas da partitura.
Estudar música, para quem gosta desta arte e se dispõe a instruir-se, é uma arte civilizatória. E a música clássica fortalece o espírito humano no seu processo de aprendizagem e execução.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Artes Marciais e a educação.

“O guerreiro deve seguir os caminhos da espada e da pena” – Miyamoto Musashi – O Livro dos Cinco Anéis.
O caminho das Artes Marciais tem um objetivo principal, disciplinar. Disciplinar o discípulo a fim de alcançar a excelência e conectá-lo com a nobreza e a Cavalaria, fatores importantes para a formação da Paidéia, da Aristocracia e da lapidação do caráter. Quando uma pessoa se inicia em alguma Arte Marcial aprende a se conhecer. Conhece seu corpo, seus movimentos, suas capacidades e aprende a ter controle sobre si mesmo, através das contemplações do corpo, do equilíbrio e dos movimentos realizados, podemos afirmar que esta é uma prática Gimnosofista por observar o corpo e a partir para a metafísica da Arte da Guerra.
Devemos entender a Arte Marcial como um conjunto de ensinamentos e de práticas relacionadas ao arquétipo de Marte (Ares), o Deus da Guerra, que impulsionava os homens ao combate a fim de tirá-los de suas decadências morais. Sua relação com a educação é a formação do caráter no intuito de eduzir os valores mais nobres e expandi-los para a sociedade através das atitudes cavalheirescas, ou seja, através da honra nas atitudes e no controle das palavras e pensamentos. Pois, lideranças honradas são aspiradas pela sociedade que preferem senhores mais nobres, virtuosos e justos, que os guiam para as ascensões espirituais e morais.
Logicamente que as Artes Marciais tem um caráter de ensinar a autodefesa, com o intuito de despertar a autoconfiança e o sentido de capacidade. A Arte Marcial não tem Omo objetivo incentivar a violência desmedida, mas a defesa pessoal para evitar o conflito, pois segundo a lógica guerreira: “Não se contra-ataca o oponente por ódio, mas por amor/compaixão. Devemos respeitar nosso inimigo, mas se ele nos ataca devemos nos defender e contra-atacar para punir a transgressão de nos atacar. Redirecionando, desta forma, o agressor apara o caminho criativo da harmonia, pois o amor ao oponente é uma energia severa”
Pois isto é agir com justiça, pois segundo Platão - “Justiça é dar a cada um aquilo que lhe é devido de acordo com suas naturezas e méritos” . Retornando à lógica guerreira, esta nada tem haver com o MMA, UFC e outros estilos brutais de luta que têm compromisso com o entretenimento vulgar e bárbaro e com o fetiche pela violência, que enchem as nossas casa com a ausência de valores e desvirtuam os ideais éticos da Arte da Guerra. Os defensores das vicissitudes encontraram uma forma de se colocar na sociedade com o aval da plebe e do judiciário, que se encarregou de “punir” ou submeter os praticantes de Artes Marciais a não reagirem e castrar suas ações educacionais, mas que aplaudem e incentivam os MMA’s. Utilizaram o recurso de advogados, comprometidos com a pilantragem, com o lucro rápido e sem escrúpulos para impedir e intimidar através de leis que impedem o recurso da defesa pessoal. Ou seja, você cidadão honrado, digno, trabalhador e respeitador das leis e da convivência, tem que se submeter a tirania dos débeis e pessoas mau-caráter, que hoje controlam a sociedade. O judiciário precisa ajudar a moralizar e retornar com os valores éticos nas Artes Marciais, pois as lutas que não têm compromisso com a formação da Paidéia não ajudam com o processo civilizatório, não refina o cidadão, ao passo que as Artes Marciais comprometidas com o processo civilizatório se baseiam em valores éticos, morais, divinos e atemporais.
Segundo o grande samurai Miayamoto Musashi o caminho da Espada deve ser adicionado a alguma arte a fim de refinar o cavalheiro, em sua obra O Livro dos Cinco Anéis ele associou o uso da espada com a caligrafia, pois para este Hessei (santo guerreiro) a forma como se escreve é a forma como se utiliza a espada . Para Platão, a educação dos Guardiões o uso de ginástica conjugada ao estudo da música, a primeira para fortalecer os corpos e a segunda para refinar a alma .
Portanto as Artes Marciais conjugadas as artes (Caligrafia, Música ou música instrumental (ênfase na Música Clássica), artes plásticas e teatro) e a filosofia e ciências, como norteadoras de pensamento, formam a base ideal e correta para a formação de cidadão e aristocratas, sob a égide de valores éticos, morais, atemporais e sublimes.
Notas e Referências bibliograficas: Em japonês- Bujutsu; em mandarim – Wushu; no ocidente chamamos o conjunto de aprendizados para a Guerra de Arte Marcial. Gimnosofista (Sonnyase) – pensadores do corpo, filósofos céticos indianos do período anterior a Siddhartha e a Mahavira, que abandonaram o Bhramanismo e a casta dos sacerdotes para combater a ilusão da matéria, faziam suas despidos e com posturas da Yoga forçando seus corpos a um rigor extremo a fim de transender a matéria. Foram chamados de Gimnosofistas em virtude deo contato om os gregos das expedições de Alexandre Magno na Índia. MITSUGI, Saotome – Aikidô e a Harmonia da Natureza – págs. 176 e 185 à 187 - Editora Pensamento – São Paulo – S.P. 2006. Este princípio de justiça Platão aprendeu nas suas viagens ao Egito. UM dos princípios baseados nas Leis de Maat – a Deusa egípcia da Justiça e do equilíbrio. Miyamoto Musashi (1548 à 1645 da E.c.) – Nome verdadeiro Shinmen Musashi No Kami Fujiwara No Genshin, nasceu em um vilarejo chamado de Miyamoto, província de Mimasaka, filho de um nobre que o deixou aos cuidados de um tio materno,um sacerdote. Foi o maior samurai de todo Nihon (Japão) durante o período do Shogunato Tokugawa, no Séc. XVII MIYAMOTO, Musashi – O Livro dos Cico Anéis (Go Rin No Sho) – Rio de Janeiro - Ediouro – 2002. PLATÃO – A República – Rio de Janeiro – Martin Claret – 2008.