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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

O que os pais não devem ser.

Um importante lembrete para os senhores pais.
Muitos pais bradam aos oito ventos e as dez direções que criamos nossos filhos para o mundo, porém, se contradizem afirmando e agindo de forma a tentar apegar os filhos a barra de suas vestes, exigindo mesquinhamente que sejam cuidados pelos filhos no final de sua vida ou na sua velhice (senectude).
Criamos nossos filhos para o mundo e para a vida, pelo menos deveríamos ensiná-los a viver por conta própria e por seus próprios riscos, sem medo e com muita ética, desenvolvendo seu caráter através de exemplos e ensinamentos.
Para tanto devemos tomar uma postura mais independente, pois filho se cria através de exemplos sólidos e estáveis e de forma corajosa. Primeiro, coragem para abraçar os ciclos da vida com suas alegrias e angústias, cônscios de sua naturezas humanas e dos ciclos de ascensão-apoteose-queda.
Segundo, independência para usarmos de nosso livre-arbítrio, de nossa sabedoria e de libertarmos nossos filhos de um ilusório compromisso, pois, nós pais, não somos fardos a serem carregados pelos filhos, que devem viver suas vidas com liberdade e responsabilidade, lembrando e reverenciando os seus ancestrais como exemplos morais a serem seguidos.
Portanto, senhores pais, não sejam fardos para seus filhos nas suas velhices, sejam exemplos de uma vida moral e nobre, já que caráter é o bem mais precioso de uma linhagem familiar.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Bicho Solto?

“Gosto de criar neus filhos assim...bicho solto!!!” - palavras de uma parideira ou de um... “pai”?!?
Toda vez que ouvimos a expressão em epigrafe, antecedida da sentença meu (minha) filho(a) ou filhos, temos diversas reações. Desde a idéia de liberdade para os filhos ao espanto civilizatório.
As crianças hoje em dia expressam uma personalidade forte somado a ilusão de liberdade e um descompromisso dos pais frente a educação dos filhos.
Tal atitude é muito factual nas camadas mais pobres e baixas de nossa sociedade, embora as camadas mais altas e abastadas cometem o mesmo erro. Filhos não são troféus de uma noitada de prazer e precisamos, segundo o casal Eyre, estarmos atentos e presentes na educação de nossos filhos constantemente.1 Principalmente com relação as amizades e os colegas, sejam eles da rua ou da escola ou de agremiações.
Segundo Steve Biddulph, quando nossos filhos alcançam a idade de quatorze anos, eles buscam fora de casa outros exemplos para seguirem, devido a esta fase ser a busca de aventuras e fortes emoções, tal fato nos remete a questão da atenção, pois se faz necessário estarmos presentes neste período que a progênie entra em contato com o mundo, a sociedade e a juventude, com isso haverá a importância de bons exemplos, bons mestres, a fim de completar a formação social, da personalidade e do caráter de nossos filhos.2
Desta forma estar presente na formação de nossos filhos não é de preservar demais e nem de expô-los desnecessariamente e fora da época correta.3
Assim como queremos deixar um mundo melhor para nossos filhos, então temos a obrigação de deixarmos filhos melhores para o mundo.4
Devemos pautar a educação ministrada aos nossos filhos no conceito máximo da Lei de Causa e Efeito e nos ditamos sociopolíticos do Bom, Belo, Justo e Verdadeiro, para que jamais caiam nos crimes e nas vicissitudes.5 Pois nossos filhos não são bichos e nosso mundo não é um zoológico.
Notas e referencias bibliográficas:
1EYRE, Linda & Richard – O Livro da Valorização da Família – M. Books do Brasil Ltda. - 2003 – São Paulo – S. P. - págs. 150 à 155.
2BIDDULPH, Steve – Criando Meninos: para pais e mães de verdade. - Editora Fundamento Educacional Ltda. - 2011 - São Paulo – S. P. - págs. 27 à 32.
3EYRE, Linda & Richard – Op. Cit. – págs. 167 e 170.
4BRUCE, Ian – Pai, Você é muito mais do que um amigo! - Universo dos Livros Editora Ltda – 2012 – São Paulo – S. P. - pág. 196.
5N.A. (Nota do Autor) – Segundo o sábio vizir Ptah-Hotep devemos criar os filhos dentor dos preceitos da educação a fim de formar um cidadão aristocráta.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Entre o orgulho e a preocupação




Todos os pais carregam na mente e na alma dois sentimentos sobre seus filhos o orgulho e a preocupação. Quando uma criança é recém-nascida os pais têm cuidado com a criação, com a higiene e com a saúde do seu filho, muitas vezes este cuidado é confundido com a preocupação, porém esta última acontece mais tarde e se dá em virtude do contato da criança com o mundo, a sociedade, porém, pai e mãe se esquecem que existe a necessidade de socialização, ou seja, um contato com os outros. E é neste contato que surge a preocupação em ver seu filho dentro da possibilidade de desvio de conduta, que foi ensina em casa, dentro dos padrões de moralidade e ética.

Ao mesmo tempo ao travar o contato com este mundo externo, fora da família, surge o sentimento de orgulho, que pode ser uma faca de dois gumes, pois ao fazer uma comparação de seu filho com as demais crianças poderá criar um superego, que poderá desrespeitar e menosprezar as demais pessoas de seu convívio, cujo objetivo é a tolerância e despertar a compaixão pelo próximo, dividir méritos com os demais. Assim como os pais que criam expectativas acima do tempo e do espaço da criança podem torná-la mais receosa de seus erros.




Todo pai e toda mãe devem acompanhar a criação e o desenvolvimento de seu filho e perto, sempre incentivando atributos de honra, coragem, sabedoria, tolerância e compaixão, não devemos colocá-los em uma redoma e nem super estimá-los e mimá-los, mas tornar seu filho um ser livre, sábio e capaz.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Vivendo e Aprendendo




Existe um momento, mágico, em que dividimos com nossos filhos um aprendizado recíproco. Aprendemos com eles e eles conosco, simultaneamente.

Segundo um velho ditado árabe: “Os filhos mais parecem com seu tempo do que com seus pais”. Esta pérola da sabedoria médio-oriental nos chama a atenção sobre o conflito de gerações que sempre existiu em virtude dos pais se fecharem em suas arrogâncias e não dar ouvidos aos seus filhos que carecem de atenção, serem intuitivos e viverem o momento presente com toda a apreciação santificada.
Todo pai e toda mãe deve dar importância às palavras e aos momentos vividos por seus filhos, pois desta forma criaremos uma atmosfera de sabedoria intuitiva, além de uma rica afinidade entre pais e filhos.
Toda criança enxerga coisas, detalhes e situações que não vemos ou não aceitamos ver, pois elas são observadoras, atentas e receptivas, com isso sabem como viver o momento, principalmente quando nos chamam a atenção para algum pequeno fenômeno precioso e rico em maravilhas e infelizmente os pais não desejam ouvir em virtude de sua arrogância.
Há necessidade de sair da carapaça para se desenvolver plenamente, por isso devem deixar de lado julgamentos, arrogâncias e críticas, ter flexibilidade nos momentos mais corretos e oportunos que existem para criar filhos saudáveis e felizes.
Porém os filhos devem respeitar e serem gratos a seus pais, como ensinavam Confúcio e todos os sábios deste mundo, portanto existe a necessidade de dialogo e compreensão entre as gerações os pais tentam a todo instante proteger os filhos, até de si mesmos, ou seja, de seus erros, pois não querem o pior para seus filhos.
Mas ambos devem viver os momentos mágicos que são viver as pequenas coisas e pequenos detalhes que compõe o milagre da vida. Com respeito, amor e moderação.

Desejo a todos os leitores, colunistas e moderadores um feliz 2011 e feliz ano do Coelho de Metal.