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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

O que os pais não devem ser.

Um importante lembrete para os senhores pais.
Muitos pais bradam aos oito ventos e as dez direções que criamos nossos filhos para o mundo, porém, se contradizem afirmando e agindo de forma a tentar apegar os filhos a barra de suas vestes, exigindo mesquinhamente que sejam cuidados pelos filhos no final de sua vida ou na sua velhice (senectude).
Criamos nossos filhos para o mundo e para a vida, pelo menos deveríamos ensiná-los a viver por conta própria e por seus próprios riscos, sem medo e com muita ética, desenvolvendo seu caráter através de exemplos e ensinamentos.
Para tanto devemos tomar uma postura mais independente, pois filho se cria através de exemplos sólidos e estáveis e de forma corajosa. Primeiro, coragem para abraçar os ciclos da vida com suas alegrias e angústias, cônscios de sua naturezas humanas e dos ciclos de ascensão-apoteose-queda.
Segundo, independência para usarmos de nosso livre-arbítrio, de nossa sabedoria e de libertarmos nossos filhos de um ilusório compromisso, pois, nós pais, não somos fardos a serem carregados pelos filhos, que devem viver suas vidas com liberdade e responsabilidade, lembrando e reverenciando os seus ancestrais como exemplos morais a serem seguidos.
Portanto, senhores pais, não sejam fardos para seus filhos nas suas velhices, sejam exemplos de uma vida moral e nobre, já que caráter é o bem mais precioso de uma linhagem familiar.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Educação e gêneros.

Meninos e meninas são diferentes, têm necessidades diferentes e formas de educação diferentes. Mas ambos têm acesso à educação formal e básica.
O exemplo da jovem paquistanesa Malala Yousafsai na luta pelo acesso feminino à educação acentuou a condição deste gênero com relação a exclusão das jovens orientais no processo de formação básica.
Devido ao atentado sofrido, Malala se tornou símbolo da luta feminina oriental pelo acesso à educação. A jovem foi alvejada pelo Talibã, ou seja, o extremismo fanático, que castra a liberdade individual e o processo civilizatório.1
A jovem heroína
Todos os seres humanos têm direito à educação, seja ela o mais elementar possível, independente de sexo, religião, etnia ou classe sócio-econômica.
Contudo, se nossa jovem heroína, sobrevivente, paquistanesa conhecesse a realidade da educação no Brasil, talvez ela tomaria outra postura. Provavelmente ficaria horrorizada com o descaso dos “estudantes” brasileiros nas suas vidas escolares e o mau uso das salas de aulas.
A nossa cultura ocidental privilegia as camadas turmas mistas, em que meninos e meninas estudam juntos, mas devido ao atraso civilizatório de nossa sociedade e do incentivo a sexualização precoce estes mesmos meninos e meninas usam as salas de aula, mais precisamente entre a troca de professores, para realizarem suas promiscuidades sexuais.
Escola não é motel ou “matinho” para a fornicação infanto-puberal, cuja faixa etária deveria se dedicar ao auto-conhecimento, principalmente as emoções, as vocações e a formação da Paidéia, ou seja, a Escola é o Templo do Logos e a Acadêmia da Civita e do Caráter.
Malala esta correta em reivindicar o acesso das meninas a escolarização, pois é um direito e um dever das pessoas se civilizarem e lapidares seus conhecimentos adquiridos.
Contudo, a mistura de meninos e meninas gerou um confronto de ensinos para a sociedade, pois as formas pedagógicas na educação estão desviadas e corrompidas em nome da democracia e da “liberdade”.
Homens e mulheres têm formas diferentes de aprender, de se relacionarem e de Ser. Ambos são polos diferentes que se completam e compõem o mosaico social.
Caro(a) leitor(a) sejamos sinceros, meninos e meninas precisam ter educações diferenciadas, voltadas para as naturezas de suas polaridades de gênero, além de eduzir suas vocações e refinar o processo civilizatório, que neste último caso precisa ser realizado através das aulas de etiqueta.
Pois, precisamos de uma educação voltada para as qualidades solares e ativas do homem e das qualidades lunares e passivas2 (receptivas) da mulher, ou seja, precisamos formar cavaleiros e damas em nossa sociedade.
Mestre filosofofotografia colorizada
Pitágoras de Samos foi o primeiro grande sábio a se preocupar em educar as mulheres, por isso ele fundou o Gineceu, que tinha a função de educar as moças da aristocracia de Samos para serem damas verdadeiras.3
Assim como os japoneses até o início do Séc. XX, tinham as escolas de gueixas, que eram mulheres esmeradas e voltadas para as Artes mais refinadas da sociedade nipônica.4
Obviamente, que os homens, também, possuíam suas academias e Liceus, assim como os espartanos, as escolas pitagóricas e as orientações de Confúcio na formação do caráter que os educavam.
Jan Amos Komensky
Contudo, Comenius, no Séc. XVII, defendeu a importância da classe mista e do aprendizado lúdico através das brincadeiras. Porém, nos parece que não foi uma boa ideia misturar meninos e meninas.5
Portanto, precisamos de classes ou escolas masculinas e femininas separados a fim de manter a civilização.

Notas:

1N.A. (Nota do Autor) – Atentado ocorrido na tarde de 09 de outubro de 2012.
2N.A – Não confundir com a passividade ou a inércia, mas uma passividade que gera a cortesia, a compreensão, a compaixão e bondade amorosa.
3N.A. - Durante toda a sua vida este filosofo criou uma escola de pensamento filosófico a fim de aglutinar e lapidar a sociedade de Samos.
4N.A. - A palavra Gueixa significa “pessoa que vive da arte”, eram cortesãs, mas se portavam com dignidade e elegância. Não eram prostitutas, segundo o pensamento ocidental.
5N.A. - Jan Amos Komesky – Nascido em 28 de março de 1592 na Morávia (atual República Tcheca) foi pedagogo e bispo protestante. Este pedagogo defendia em sua obra Didacta Magna as turmas mistas com meninos e meninas prendendo juntos.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

O redescobrimento do Heliocentrismo e da esfericidade da Terra.

“A terra e os demais errantes (planetas) caminham no céu em torno do Sol, que é o centro do Universo de acordo com sua grandeza e majestade” – Aristarco de Samos.

 No episódio nº 4, da segunda temporada da Série “Da Vinci’s Demos”1, o personagem Leonardo Da Vinci, em uma viagem rumo ao continente desconhecido, descobre que a Terra é redonda e, em um insight, que ela é mais um planeta que gira em torno dom Sol.
Através deste discurso visual, podemos observar que durante o fenômeno histórico do Renascimento estas idéias, aparentemente foram descobertas ainda naquela época, Séc. XV. Porém, estas idéias foram expostas na Antigüidade, com as observações dos homens de antanho, como os Astrólogos-astronomos babilônicos, Pitágoras de Samos, Tales de Mileto, Aristarco de Samos e Arquimedes de Siracusa2.
Pitágoras, os pitagoricos e Aristarco defendiam a idéia do Sol ser o centro do universo com o Astro-rei e que a Terra e os demais planetas (errantes) navegam no céu ao redor do Sol, de acordo co sua majestade e importância3, ou seja, a Terra e os demais astros giram em torno do Sol devido as observações dos fenômenos cíclicos de mudanças da luz do Sol e dos fenômenos astronômicos que se apresentavam com regularidade4.
Após o primeiro incêndio da Biblioteca de Alexandria estes conhecimentos ficaram perdidos até o Séc. V d.C., naquela cidade, do qual Hipátia retoma a discussão sobre o Heliocentrismo. Contudo, esta filosofa, matemática e astrônoma neoplatônica foi barbaramente assassinada, desta forma o assunto foi silenciado5.
Posteriormente, o Heliocentrismo, assim como a esfericidade da Terra, foi redescoberta no Renascimento por Galileu Galilei, Nicolau Copérnico, Giordano Bruno e, na Idade Moderna, por Johannes Kepler. Sendo a idéia de Kepler consolidada como paradigma da astronomia e uma consolidação do modelo Heliocentrista6.
Desta forma podemos considerar dois pontos deste presente artigo. O primeiro, que o Heliocentrismo e a esfericidade da Terra foram ocultados durante dez séculos. Tal fato mergulhou o homem, em um período de trevas e da ignorância. Este foi um período conhecido como a Idade Média7.
Porém, a História nos alerta para as manifestações cíclicas dos fenômenos e hoje sofremos uma nova Idade Média no pensamento humano e com isso se lança a pergunta: O que será ocultado desta vez8?
O segundo ponto é que os homens sempre inspirados por Urânia – a Musa da Astronomia – levantam suas cabeças para olhar o céu noturno e admirar, contemplar e observar para a beleza, a função e os ciclos celestiais que se apresentam para nós a fim de investigarmos os mistérios que nos cercam.9
E através da observação e investigação, inspirados pelas musas, a verdade sempre se apresentará de forma a retirar os homens de seu estado de ignorância servil.
Pois, segundo Madame Blavatsky: “Não há religião superior à verdade”.
Portanto, olhemos para os céus noturnos, matutinos e vespertinos. Busquemos nossas inspirações em Clio e Urânia e guardemos os saberes e forças para uma nova Renascença.
Notas e referências bibliograficas:
1 Série apresenta pela Fox Chanel. Assistido em 04/07/2014 às 23:30.
2 TARNAS, Richard – A Epopéia do Pensamento Ocidental – 8ª edição – Rio de Janeiro – R.J. – Bertrand Brasil – Págs. 64 à 68.
3 TARNAS, Richard – Op. Cit – Pág. 98.
4http://www.gostodeler.com.br/materia/18418/O%20primeiro%20computador%20e%20sua%20rela%C3%A7%C3%A3o%20com%20a%20astrologia/astronomia..html
5http://www.gostodeler.com.br/materia/18329/F%C3%A9,%20fanatismo%20e%20convic%C3%A7%C3%A3o%20no%20cen%C3%A1rio%20atual..html
6 TARNAS, Richard – Op. Cit – Págs. 270 à 273, 275, 280 à 283,276 à 280. e MARCONDES, Danilo – Iniciação à História da Filosofia – 13ª edição – Rio de Janeiro – R.J. – Editora Jorge Zahar – Págs. 154 à 158.
7 FÍGARES, Maria Dolores – Uma Nova Idade Média – In Revista Esfinge nº 29 – São Paulo – S.P.. – Edições Nova Acrópole – Págs. 19 e 20.
8 TARNAS, Richard – Op. Cit – Págs. 274.
9 HESÍODO – Teogonia: A origem dos Deuses –4ª edição – São Paulo – S.P.. – Iluminuras – Págs. 21, 23 e 35.