quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Crítica aos críticos da Filosofia.

As pessoas  criticam a Filosofia e a sua importância na sociedade, em virtude de suas paixões oclocraticas. Neste artigo criticamos estes críticos da Filosofia.
O que é Filosofia? A Filosofia é o amor ou a amizade pela sabedoria. Contudo não é uma ciência, mas uma disciplina do pensamento e uma busca constante pela compreensão sobre a natureza essencial das coisas, dos fenômenos e suas manifestações. [1]

 Desta forma ela é a mãe das ciências, pois realiza a iniciação da verdade, através, da investigação dos fenômenos, do sentido das palavras, da essência dos seres, das coisas. Mas, muito mais do que isso a Filosofia tem um compromisso com a vida Moral e a vida interior, assim como, em um nível mais imediato com o processo civilizatório de uma sociedade VERDADEIRAMENTE HUMANA.[2]
 
Sendo assim, a Filosofia é uma ferramenta e uma força racional, na construção de uma sociedade virtuosa, que através das virtudes as pessoas realizem suas vocações e alcancem suas auto-realizações.[3] 
Contudo, a Filosofia tem sido alvo de ataques, escárnios e desprezos por parte da plebe, dos pseudo-intelectuais de esquerda, dos corruptores, dos fanáticos religiosos e dos “agentes da Matrix”.[4]
 
A plebe odeia a Filosofia por estarem apaixonados por suas bestialidades e apegados aos prazeres ilusórios e materialistas.[5] 
Os fanáticos religiosos a odeiam em virtude do amor e da valorização da ignorância, além do estreitamento da inteligência prática, de visão deturpada de mundo e do ódio pelo diferente. Este grupo tem sido visivelmente dominante nesta sociedade.[6] 
Intelectuais de esquerda e corruptores são aqueles que tentam e conseguem alterar ao seu bel-prazer o conceito da Filosofia. Sendo os primeiros dirigidos, os seus discursos, para a ideologia político-partidária, mais precisamente para as esquerdas (comunismo, socialismo, e oclocracia). São pessoas que colocam a Filosofia de forma deturpada, através da dialética, para conquistar adeptos ou culpabilizar os outros ou gerar o separativismo social, através das lutas de classes.
 
Os corruptores são diversos, pois podem desqualificar a Filosofia e os filósofos, a fim de lucrar com o estado de barbárie atual e questionar a Filosofia, mais precisamente a sua “utilidade”, ou seja, o Utilitarismo, criticado por Sócrates e por Cícero.[7]

Esses “agentes” (intelectuais esquerdopatas e corruptores) supra citados são os “agentes da Matrix”, pois como foi explicado no filme Matrix, qualquer um é um potencial agente do sistema vigente, que irá defende-la, por paixão e apego ao Modus Vivendi em que nos encontramos hoje, assim como foi explicado por Platão em sua “Alegoria da Caverna” em que os cativos matam o filosofo. Para estes homens fadados ao eterno torpor ilusório na sua “Caverna”, nas garras de Maya, aonde sua consciência adormece, viver é sobreviver e pensar dá trabalho.[8]
 
Todavia, o pior ataque realizado a Filosofia é o “Utilitarismo”, pois manifesta uma desonestidade moral e cívica por parte dos atacantes, que têm compromisso com o oportunismo, o imediatismo e com a manutenção da ignorância vigente na sociedade, remetendo o povo, carente de virtudes para alcançar a grandiosidade do Caráter, a inteligência prática e regressivamente a bestialidade.[9]
 Sendo assim a Filosofia tem como missão humanística elevar o homem comum a grandiosidade do Caráter fomentando a virtude, a integração com a nossa essência e inserindo a sociedade no caminho da civilização.
Notas e referências bibliograficas:

[1] GUZMÁN, Délia Steinberg – Otimismo e Filosofia – Edições Nova Acropole - Belo Horizonte – M.G. – 2009 – pág. 7. LIVRAGA, Jorge Angel – Nós, Filósofos Acropolitanos - Edições Nova Acropole - Belo Horizonte – M.G. – 2010 – pág. 7. FERACINE, Luiz – Cícero: O maior filosofo latino - Edições Escala – Jardim das Laranjeiras – S.P. – 2011 – pgs. 19 e 20.
[2] GUZMÁN, Délia Steinberg – Os Jogos de Maya – Edições Nova Acropole - Belo Horizonte – M.G. – 2011 – págs. 43, 180 à 183. FERACINE, Luiz – Op. Cit.– pgs. 18. GUZMÁN, Délia Steinberg – Filosofia para Viver – Edições Nova Acropole - Belo Horizonte – M.G. – 2012 – pág. 24. GRACIAN, Baltasar – A Arte da Prudência – Editora Martin Claret – São Paulo – S.P. – 2006 – págs. 25, 26 e 42.
[3] N. A. (nota do Autor) – Pirâmide das Necesidades de Abrahan Maslow, que cita e classifica as necessidades dos seres humanos.
[4] N. A. (Nota do Autor) – O filme Matrix é baseado na Alegoria da Caverna descrito por Platão.
[5] FERACINE, Luiz – Op. Cit. - pgs. 69. GRACIAN, Baltasar – Op. Cit. – Editora Martin Claret – São Paulo – S.P. – 2006 – págs. 84, 93 e 94.
[6] GUZMÁN, Délia Steinberg – Filosofia para Viver – Edições Nova Acropole - Belo Horizonte – M.G. – 2012 – págs. 97 à 99.
[7] GUZMÁN, Délia Steinberg – Filosofia para Viver – Edições Nova Acropole - Belo Horizonte – M.G. – 2012 – págs. 100 e 103. FERACINE, Luiz – Op. Cit. - págs. 69 à 71, 75, 77 à 80.
[8] PLATÃO – A República – Editora Martin Claret – São Paulo – S.P. – 2000 – págs. 210 à 212.
[9] CÍCERO, Marco Túlio, Dos Deveres (Tomo III)  - in FERACINE, Luiz – Op. Cit. - págs. 121 à 127.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Brava gente paulista.

Após ter sido realizado o plebiscito na Grã- Bretanha, o povo britânico optou por sua saída da União Européia, outros grupos separatistas se manifestaram por suas saídas de seus países, são regiões, províncias e Estados insatisfeitos com suas situações desconfortáveis, pois estas regiões são exploradas pela capital e por outras regiões, pois ocorre uma injustiça.
 
Quando me refiro em injustiça, devemos ter em mente que Justiça é dar a cada um, o que lhe é devido de acordo com sua natureza e mérito. Por sua vez, Mérito é a criação de valor, com ênfase na virtude e nos valores éticos e morais, que geram este valor, que traz benefícios para as pessoas e para a sociedade, promovendo movimento de energias, auto-realizações, admiração, sabedoria e virtudes.
 
 
 
Desta forma a injustiça é o contrário deste conceito, que no caso de São Paulo, que movimenta a economia e ajudou a construir o Brasil. Contudo, São Paulo se caracteriza, entre outros Estados brasileiros, como um celeiro de pessoas criativas e empreendedores, que em contrapartida acaba atraindo a repulsa e o ódio de outros Estados, com exceção dos Estados sulistas.
 
Provavelmente este fenômeno ocorre em virtude de seu lema: “PRO BRASILIA FIANT EXIMIA”, ou seja, pelo Brasil, faça-se o melhor. Que é levado a sério e a risca. Pois sempre tiveram uma atitude empreendedora, expansionista e forte.
 
Economicamente São Paulo tem um PIB (Produto Interno Bruto) maior do que a Polônia. Pois, segundo alguns geógrafos, historiadores, economistas e pessoas com experiência de vida o Estado de São Paulo não possui riquezas, porém é a luta contra a carência e o estado de pobreza que os faz movimentar-se na busca do progresso e auto sustentabilidade financeira.
 
Desta forma, São Paulo, colabora com taxas muito altas que sustentam o país, sendo seguido, estranhamente, pelo Estado do Rio de Janeiro. Embora o presente autor se sinta na obrigação de defender a Região Sul do Brasil, que também se sente explorada pelo país, não será aprofundada a observação neste presente artigo. Desta forma observamos um cenário de insatisfações e de desaparecimento do sentimento de pertença ao Brasil. Graças aos governos esquerdopatas comprometidos com a oclocracia e com a formação da U.R.S.A.L. (União das Repúblicas Socialistas da América Latina).
 
 
 
Portanto, o sonho Brasil e sua unidade territorial esta em cheque, assim como a instituição conhecida como República, e se faz necessário compreender a saída de povos do país e a formação de outros Estados mais fortes e vigorosos comprometidos com a aristocracia e a felicidade de seus povos residentes e empreendedores.
 

quarta-feira, 29 de junho de 2016

MUDANÇA DE RUMO.


Honrados Leitores.

Venho através desta postagem avisar aos meus leitores e seguidores sobre a mudança que pretendo realizar, em virtude do lançamento do livro. Pois, agora me lanço em outros projetos para além das crônicas semanais ou periódicas, pois as idéias brotam e com elas os projetos.

Muitos deles são historiografias, tratados e romances. Porém, permanecerei fiel aos artigos que escrevo para os Blogs, dentro deles, pois os demais projetos precisam nascer, serem colhidos e os artigos continuarão, pois as angústias cotidianas permanecem e precisam ser postas em discussão, a fim de serem sanadas ou encaminhadas para uma mobilização de energias e ações corretas.


Desta forma algo mudará, pois a Roda da Vida gira, circula e se movimenta. Como Van Gogh, que pintava por pintar, pelo amor a sua vocação, o presente autor escreve por escrever, pelo amor a civilização.

quinta-feira, 19 de maio de 2016


Convido aos meus leitores e seguidores para o lançamento do meu primeiro livro:


quinta-feira, 24 de março de 2016

Evolução (Parte II) – Especulação e perspectivas.

A vida animal como a conhecemos poderá não ser mais a mesma no futuro, pois tudo muda até as formas animais, vegetais e, até mesmo, o ambiente.
No artigo anterior expomos as teorias e as coerências referentes a Evolução das espécies. Neste presente artigo observaremos as perspectivas sobre a vida animal no Planeta – com ou sem interferência do homem – e as especulações relativas ao futuro.
Atualmente observamos mudanças geológicas e climáticas no Planeta, que muito tem haver com a interferência da ação humana, tanto que alguns cientistas estão chamando esta era de “Era Antropozoíca” , ou seja, a marca do ser humano no planeta é fortíssima e interfere na dinâmica do planeta Terra.
Tamanha interferência ocorre no clima do planeta e na prática da caça. A poluição com a emissão de gases, somados aos processos naturais de aquecimento e explosões, levam a alteração do clima, fazendo as calotas polares e como consequência o habitat natural de algumas espécies estão ameaçados, levando-os a extinção, como no caso do urso polar e alguns sirênios (família das focas).
No caso da caça ou pesca predatórias atingem diretamente a cadeia alimentar gerando desequilíbrio. Fazendo predadores buscar outras fontes de alimentos, que serão disputados por outros animais e seres humanos, estes por sua vez os caçaram até a sua extinção.
Entretanto, toda vez que um predador é extinto, o próximo na escala ascende, tornando-se o predador-alfa de uma região.
Como disse uma vez Charles R. Darwin, a vida, a natureza encontra seus caminhos para continuar a vida e sua manutenção.
Com esta dinâmica alguns animais, provavelmente, se tornaram espécies dominantes, em virtude das mudanças do Planeta. Principalmente, tendo os processos meteorológicos, geológicos e climáticos como fatores preponderante de mudança das espécies.
Contudo tais mudanças podem levar éons e talvez a humanidade não esteja presente para ver estas mudanças.
Segundo um trabalho especulativo da Discovery Networks e da BBC de Londres, alguma espécies evoluiriam em novos continentes e novos ambientes, quando estamos nos referindo a este novo cenário, referimo-nos a modificações dos espaços conhecidos por nós em nosso mundo. Em virtude das movimentações das placas tectônicas, alterações climáticas e formações vegetais adaptadas a nova conjuntura.
Neste contexto consumidores podem subir na cadeia alimentar, conforme foi apresentado pela BBC e Discovery Networks e pelo autor, em que roedores (consumidores secundários) se tornariam os predadores, enquanto felinos, canídeos e ursinos estariam extintos, dando espoaço para atender a cadeia alimentar, a continuação da vida e sua manutenção.
Roedores do futuro atacando um coelho do futuroPrimatas que se tornaram predadores, no lugar dos leões
Esta especulação se baseia em observações comportamentais e da capacidade de existir de todos os seres viventes e com isto uma exposição sobre a continuidade da vida animal mo Planeta, a esperança.
Desta forma podemos concluir que a vida continua e possivelmente continuará e se manifesta de forma surpreendente e pedagógica.
Sendo assim, podemos compreender que o sentido da evoluçaõ é a capacidade de se adaptar e de melhorar como espécie e ser vivente.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Evolução (Parte I) – Teoria e coerência.

A teoria da Evolução das Espécies foi um triunfo sobre o desconhecimento e o obscurantismo fanático e hoje corre um risco de ser censurado e esquecido nas escolas.
A Biologia é o estudo dos seres vivos sejam eles vegetais (botânica) e animais (zoologia), assim como outros microrganismos, fungos e humanos (antropologia). Mas, neste presente artigo, abordaremos a questão da Evolução dos animais.
Dentro da Geografia existe um estudo conhecido e organizado sobre a vida no Planeta – a Biosfera – que se organiza em formações vegetais e animais. O estudo referente à zoologia, e observado em conjunto com a Biologia, o fenômeno dos animais e sua distribuição no planeta, seu comportamento e sua relação com a cadeia da vida.
Naturalistas ingleses
Porém, a explicação referente à origem dos animais se dá através das teorias relacionadas a origem e a evolução das espécies. Antes de Charles Robert Darwin e Alfred Russel Wallace,[1] outros grandes sábios do passado como Tales de Mileto, Anaximandro eAnaxímenes lançaram suas teorias relacionadas à origem da vida e sua evolução nos elementos água (Tales de Mileto e Anaximandro, mestre e discípulo, respectivamente) e ar (Anaxímenes, discípulo de Anaximandro).
Tales de Mileto e seu discípulo afirmavam que a vida se originou da água, entretanto foi Tales de Mileto quem propôs uma teoria mais racional e científica, em que a Natureza foi gerada deste elemento com animação própria, que movia-se e se transformava em diversas formas.[2]
Mas, para Anaxímenes o Ar seria o elemento de origem dos seres. Devido aos processos de rarefação e condensação, passando por transformações mesmo mantendo a sua essência original.[3] A partir destas duas proposições podemos afirmar, que através da análise destas duas idéias que os elementos se apresentam na geração da vida tanto como composição física e fisiológica como cenário de atuação.
Analisemos, caros(as) leitores(as), em um primeiro momento a vida se originou na água,[4] pois Anaximandro postulou através da observação o cuidado de certos peixes com suas crias, tais cuidados eram similares aos dos humanos, que para este filosofo, devido a fragilidade de nossos filhos, o ser humano teria se originado de outra espécie. [5] A partir desta comparação, das condições de nossas crias e dos registros fósseis destes peixes, Anaximandro nos brinda com a idéia de uma evolução.
Porém, como afirmamos neste presente artigo excluímos o ser humano como objeto de estudo, pois iremos concentrar as nossas analises nos animais.
Entretanto, foi o sábio Empedocles de Agrigento que, inicialmente, analisou e afirmou que todos os seres vivos são compostos dos quatro elementos (Ar, Água, Fogo e Terra).[6]
Para este sábio a origem e a composição dos seres vivos, tanto na separação destes como na reunião dos elementos, originou os seres vivos híbridos,[7] que estavam fadados à extinção em virtude de seus entraves e do processo de Seleção Natural, uma adaptação ao meio , em vez de uma intervenção divina, em que apenas os seres vivos homogêneos, puros, iriam sobreviver e prosperar. Contudo, a evolução das espécies não foi exposta nesta teoria de Empedocles.
A partir deste momento podemos observar que existe uma relação comparativa e analítica as descobertas de Darwin, no qual a Seleção Natural e a evolução das espécies, tendo como fator a luta pela existência.[8]
Segundo Richard Tarnas, Charles Robert Darwin, que através de suas investigações, conferiu a ciência um triunfo sobre o desconhecimento e o obscurantismo fanático.[9]Pois, Darwin teve respaldo investigativo e empírico de sua teoria com seu contemporâneo A.R. Wallace, também naturalista, que observou os mesmos fenômenos em pontos geográficos diferentes de seu contemporâneo e conterrâneo colega.[10] Sendo uma conquista da razão investigativa científica, ela se consagra como uma verdade que se desvela através da capacidade humana que hoje esta ameaçada com a imposição da PL (Projeto de Lei) 8099/2014, que deseja impor o criacionismo nas escolas.
A evolução das espécies é uma retomada do conhecimento analítico relacionado às transformações de espécies animais ancestrais que originaram outras espécies ou grupos de seres de uma mesma linhagem.[11]
Mesmo as grandes e dramáticas mudanças, como os ciclos de catástrofes, descobertos, expostos e defendidos pelo Barão de Cuvier (Georges Cuvier - pai da paleontologia),[12] como formas de marcar e classificar as eras. Desta forma a vida, a luta pela existência e o processo de Seleção Natural persistiram, podemos até afirmar que tais catástrofes naturais fazem parte deste processo, pois nos mostram que a Biosfera esta relacionada com a Geologia e o clima,[13] ou seja, as transformações destes dois fatores, mesmo que de forma trágica, segundo o Barão de Cuvier, influenciam intrinsecamente a vida no Planeta.
Barão de Cuvier
Em síntese, Darwin e Wallace nos mostram que como afirmava um título de um sábio oriental - o Bhaktivedanta Swami Prabhupada – A Vida vem da própria Vida, pois todos os seres viventes são oriundos de outros seres vivos, que lutam para existir através de suas gerações futuras, que se adaptam as mudanças geológicas e climáticas.
Notas e referencias bibliográficas:

[1]N.A. (Nota do Autor) – Charles Darwin e Alfred R. Wallace eram contemporâneos e realizaram pesquisas na área do Naturalismo e das espécies.
[2]MESQUITA, André Campos – Darwin – o Naturalista da evolução das espécies– Edit. Escala – São Paulo – S.P. – 2011, pág. 19. e TARNAS, Richard – A Epopéia do Pensamento Ocidental – Bertrand Brasil – Rio de Janeiro – R.J. 2008, pág. 34.
[3]Idem - Ibidem. e  TARNAS, Richard – Op. Cit. – pág. 503.
[4] TARNAS, Richard – Op. Cit. – pág. 503.
[5]MESQUITA, André Campos – Op. Cit. – pág. 20.
[6]MESQUITA, André Campos – Op. Cit. – pág. 21.
[7]MESQUITA, André Campos – Op. Cit. – pág. 22.
[8]DARWIN, Charles – A Origens das Espécies – Edit. Martin Claret – São Paulo, S. P. – 2014 – Págs. 119 e 171 e TARNAS, Richard – Op. Cit. – pág. 311.
[9] TARNAS, Richard – Op. Cit. – págs. 307 e 311.
[10]MESQUITA, André Campos – Op. Cit. – págs. 122 a 125.
[11] DARWIN, Charles – Op. Cit. – págs. 163 à 167, 200 e 201 e 639.
[12]Enciclopédia Novo Século - Edit. Visor – São Paulo, S. P. – 2002 – Vol. 3 e 10.
[13] DARWIN, Charles – Op. Cit. – págs. 153 e 177.

domingo, 2 de agosto de 2015

Os males da democracia.

Dos episódios I ao III de Guerra nas Estrelas, o autor George Lucas fez uma crítica sútil a fraqueza da democracia.1
A democracia apresenta infinitos postos fracos em suas estruturas. O próprio Platão criticou a democracia ateniense, em virtude desta forma de governo ter condenado a morte Sócrates, um homem sábio e honesto, além de sempre voltar atrás em uma decisão tomada e privilegiar a quantidade em detrimento da qualidade. Através destes pontos citados pelo sábio de Atenas é que podemos tecer a nossa crítica.
Primeiro ponto: O julgamento e condenação de Sócrates nos mostra, segundo Platão, que a democracia sempre execra, ostraciza e, quando for conveniente, executa os sábios, os virtuosos e os dignos a fim de silenciar os exemplos morais humanos.2
Segundo ponto: Quando é votado ou escolhido um projeto que irá guiar os povos no caminho da civilização e trazer benefícios a sociedade, volta-se atrás a situação, que é deixada no limbo ou na entropia, gerando dores desconfortos e descontentamentos. E pela falta de seriedade deste regime as leis não são cumpridas.
Terceiro ponto: É um regime que tem compromisso com a quantidade a fim de obter respaldo numérico em detrimento da qualidade, ou seja, a coerência e a sabedoria. Pois, discursa-se para as massas, falando aquilo o que o povo quer ouvir, sem compromisso com a Paidéia e com a Justiça.
Porém, acrescentemos mais algumas críticas sinceras e coerentes a democracia.
Os fenômenos históricos do Iluminismo e da Revolução Francesa haviam dado uma nova roupagem para a democracia, mais abrangente, mais deturpada e mais perigosa, em virtude de revestir de arrogância a plebe3, que para Ortega Y Gasset a democracia contemporânea é uma hiperdemocracia, em que a plebe age por meio de pressões materiais para seus apetites insaciáveis sejam atendidos,4 ou seja, os seus prazeres obtidos sem herdar as angústias e as responsabilidades de sua participação leviana, ingrata e mimada.5 Neste ponto observamos para a oclocracia, devido a abertura decadente que este regime político caminha.6
assalto a casa do marquesdestruição da Biblioteca da Alexandria
Outro grande mal da democracia é a participação obrigatória dos povos, tanto para eleger como para ser eleito7, pois a participação inclusiva obriga a todos que possuem forma humana a participar no processo eleitoral, seja ele um adolescente ou um analfabeto, pois perante a lei eleitoral, todos são cidadãos e esta cidadania eleitoral é estendida a esta massa8 massa amorfa e bestializada e aos criminosos, estejam eles encarcerados ou livres para cometer crimes na véspera do dia da eleição.
Em virtude do processo eleitoral não possuir critérios para candidatos, qualquer um ou qualquer coisa pode se candidatar para a política, não precisa ter méritos, virtudes ou coerência, aliás, virtuosos e sábios são excluídos desta sociedade, pois representam uma ameaça ao Modus Operandi da democracia. Para ser eleito, basta discursar o que a plebe deseja ouvir, bajulando e enaltecendo os seus desejos desnecessários, tornando-se “amigo das massas”, ou seja, ser um demagogo, sem preparo, sem estofo, sem lapidação, sem refinamento e sem verniz.9
Devido a retórica em que “a democracia é um regime em eterna construção” é que se esconde a sua fraqueza, utilizando o recurso da imagem de variadas formas, cores, posições e matizes que trazem a ideia de beleza nas variedades apresentadas ela ilude co sua ideia de liberdade e diversidade em um governo em que todos mandam em detrimento do Bom Senso e das Leis Naturais. Neste regime manda as multidões e sua eterna fome e seus instintos bestiais.10
Como foi dito anteriormente, a democracia é uma forma de governo em que, devido a sua fraqueza e corrupção, tende a abrir as portas para as tiranias oclocráticas (de esquerda), tiranias plutocráticas (oligarquias oportunistas, fascismos e, a emergente, teocracia fanática monoteísta ou clerocracia fundamentalista, sempre através de golpes de Estado, mesmo tendo o aval eleitoral numérico da democracia).
Infelizmente, caro(a) leitor(a), a democracia é a decadência da oligarquia e o arauto da oclocracia11 e, como foi, exposto por George Lucas, a democracia tem fraquezas que coloca em risco a sua frágil existência.
Sendo assim, a democracia é uma forma de governo que se consolidou graças a Revolução Francesa e que se tornou única no mundo devido a sua violência e do enfraquecimento das oligarquias, Timarquias12 e Aristocracias, estes regimes são incompreendidos pelo povo e pelos homens contemporâneos. Mas, a democracia é o único regime que aparece para nós.
Isto é uma piada

Notas e referências bibliograficas:

1N.A. (Nota do autor) - No terceiro episódio o Sith Darth Sidious aplicou um Golpe de Estado em virtude da fraqueza e da corrupção do senado da república galáctica, porém os Jedis Yoda e mace Windu dialogam em derrubá-lo e controlar provisóriamente o governo da galáxia, ou seja, um Golpe de Estado instaurando um ditadura como nos moldes da Roma Antiga. Porém, a série mostra os passos dados para este acontecimento.
2PLATÃO - A República – Editora Martin Claret – São Paulo – S.P. - 2012 – págs. 251 a 259.
3ORTEGA Y GASSET, José - A Rebelião das Massas – Martins Fontes – São Paulo – S.P. - 2007 – págs. 95, 281 e 282.
4ORTEGA Y GASSET, José - Op. Cit. – págs. 47, 48, 53 e 89.
5ORTEGA Y GASSET, José - Op. Cit. – págs. 133 a 135. PLATÃO – Op. Cit. – págs. 253 e 259. GRACIAN, Baltazar - A Arte da Prudência – Editora Martin Claret – São Paulo – S.P. - 2009 – págs. 107 a 108.
6FERACINE, Luiz - Cícero – O maior filósofo latino – Editora Escala – São Paulo – S.P. - 2011 – pág. 69. N.A. (Nota do Autor) – Ver artigo referente a oclocracia:http://www.gostodeler.com.br/materia/17904/oclocracia.html
7REMOND, René - O Séc. XIX: 1815 - 1914 – Editora Cultrix – São Paulo – S.P. - 1997 – pág. 77.
8REMOND, René - Op. Cit. – págs. 61 a 65, 68 e 69.
9PLATÃO – Op. Cit. – pág. 255.
10PLATÃO – Op. Cit. – pág. 254.
11PLATÃO – Op. Cit. – pág. 254.
12N.A. - Timárquia ou Timocracia é o regime em que o valor da coragem, aos valores militares e do culto ao lider prevalecem Ver em PLATÃO – Op. Cit. – pág. 232 a 237.