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terça-feira, 26 de julho de 2016

Brava gente paulista.

Após ter sido realizado o plebiscito na Grã- Bretanha, o povo britânico optou por sua saída da União Européia, outros grupos separatistas se manifestaram por suas saídas de seus países, são regiões, províncias e Estados insatisfeitos com suas situações desconfortáveis, pois estas regiões são exploradas pela capital e por outras regiões, pois ocorre uma injustiça.
 
Quando me refiro em injustiça, devemos ter em mente que Justiça é dar a cada um, o que lhe é devido de acordo com sua natureza e mérito. Por sua vez, Mérito é a criação de valor, com ênfase na virtude e nos valores éticos e morais, que geram este valor, que traz benefícios para as pessoas e para a sociedade, promovendo movimento de energias, auto-realizações, admiração, sabedoria e virtudes.
 
 
 
Desta forma a injustiça é o contrário deste conceito, que no caso de São Paulo, que movimenta a economia e ajudou a construir o Brasil. Contudo, São Paulo se caracteriza, entre outros Estados brasileiros, como um celeiro de pessoas criativas e empreendedores, que em contrapartida acaba atraindo a repulsa e o ódio de outros Estados, com exceção dos Estados sulistas.
 
Provavelmente este fenômeno ocorre em virtude de seu lema: “PRO BRASILIA FIANT EXIMIA”, ou seja, pelo Brasil, faça-se o melhor. Que é levado a sério e a risca. Pois sempre tiveram uma atitude empreendedora, expansionista e forte.
 
Economicamente São Paulo tem um PIB (Produto Interno Bruto) maior do que a Polônia. Pois, segundo alguns geógrafos, historiadores, economistas e pessoas com experiência de vida o Estado de São Paulo não possui riquezas, porém é a luta contra a carência e o estado de pobreza que os faz movimentar-se na busca do progresso e auto sustentabilidade financeira.
 
Desta forma, São Paulo, colabora com taxas muito altas que sustentam o país, sendo seguido, estranhamente, pelo Estado do Rio de Janeiro. Embora o presente autor se sinta na obrigação de defender a Região Sul do Brasil, que também se sente explorada pelo país, não será aprofundada a observação neste presente artigo. Desta forma observamos um cenário de insatisfações e de desaparecimento do sentimento de pertença ao Brasil. Graças aos governos esquerdopatas comprometidos com a oclocracia e com a formação da U.R.S.A.L. (União das Repúblicas Socialistas da América Latina).
 
 
 
Portanto, o sonho Brasil e sua unidade territorial esta em cheque, assim como a instituição conhecida como República, e se faz necessário compreender a saída de povos do país e a formação de outros Estados mais fortes e vigorosos comprometidos com a aristocracia e a felicidade de seus povos residentes e empreendedores.
 

sábado, 17 de janeiro de 2015

Epiteto: Filósofo e escravo.

Quando falamos sobre a Filosofia Estoica, a primeira coisa que nos vem a mente é a palavra austeridade. A segunda são os filósofos estoicos romanos mais importantes: Sêneca, Epiteto e o Imperador Marco Aurélio. A terceira coisa que vem nas mentes dos esclarecidos é a relação entre o Estoicismo e o Cristianismo, pois esta filosofia greco-romana serviu de base para a conduta moral no Cristianismo.
Este fato gera uma discussão entre fanáticos, cristãos moderados, filósofos e historiadores da cristandade. Porém, voltemos a nossa atenção para um dos mais importantes filósofos estoicos, em virtude de sua condição de escravo, e que o tornou uma figura ignorada na História da Filosofia, tanto por parte de uma classe intelectual como por parte da plebe analfabeta funcional, grosseira, ignóbil, imoral e bestializada.
Mas antes de falarmos deste filosofo, precisamos enxergar o cenário histórico vivido por ele, compreender a Filosofia aprendida e aplicada por Epiteto, que ele ensina depois sua liberdade. Este sábio homem, viveu em uma Roma Imperial que passava da transição do Imperador Cláudio para Nero, considerado um dos piores imperadores romanos, por viver de forma luxuriosa e ter sido um tirano que levou o medo a outras províncias do Império, pela perseguição aos cristãos, por se cercar de homens (assessores) brutais, assassinato de sua mãe, parentes e outros, pelo incêndio de Roma e, da seguida, tomada de posse desta área queimada a fim de construir um área de passeio e do Palácio Pessoal.
Nero ainda condenou a morte seu próprio professor, o filosofo Lúcio Anneo Sêneca, que cortou seus próprios pulsos a fim de cumprir a pena dada pro seu ex-discípulo1.
Desta forma podemos observar o terrível quadro desta época. Em uma Roma caracterizada pela Tirania, violência, loucura e luxúria.
Neste exato momento vigorava entre as mentes mais brilhantes de Roma a Filosofia Estoica, surgida em meados do Séc. III a.C., em uma galeria publica decorada com preciosas pinturas (Stoa Poikolé), em Atenas em que Zenon de Kitium (fundador desta escola) se reunia com seus discípulos para ensinar suas doutrinas.
Estas doutrinas tinham suas raízes no Socratismo e na filosofia Heraclitiana2. A doutrina filosófica do Estoicismo tinha como característica a serenidade do filósofo, sentido de dever, da austeridade e a força moral, a fim de alcançar a felicidade espiritual, algo semelhante ao Nirvana, a Eudamônia (felicidade) oriunda daAtaraxia (tranquilidade, Dyanna3) – tais métodos podem ser comparados ao Zen.
A partir do Séc. I d. C. O estoicismo migra para Roma, através de Posidônio de Apamea, que fez amizade com homens ilustres de Roma com Cícero, Pompeo e Mário. Esta escola se destacou em Roma e marcou a Filosofia sendo conhecida como “Novo Estoicismo” ou “Estoicismo Imperial”. Lançada as sementes em Roma, alguns filósofos desta escola se destacaram.
Contudo, neste presente artigo abordamos a figura de Epiteto entre os filósofos estoicos de Roma.
Nascido na Frígia em c. 50 d.C., na cidade de Hierápolis de forma obscura, em virtude de sua origem social, tendo uma juventude laboriosa e dura, pois foi escravo de Epafrodito, secretário de Nero, que fora um amo ambicioso e cruel submetendo o filósofo a maus tratos freqüentes4. Porém, mesmo nesta miserável condição, Epiteto fez de sua dor e da sua situação a mola motriz para a prática dos ensinamentos do Estoicismo a fim de aprimorar seu caráter provando que independente de tantas e ciclópicas5 adversidades a sua alma imortal era independente e dona de si.
Epiteto foi alforriado após a morte de Epafrodito e passou a divulgar a doutrina estoica, porém, ele fora de Roma em virtude do Édito Contra os Filósofos do Imperador Domiciano (90 – 120 d. C.). Mesmo exilado continuou ensinando a Filosofia Estoica ao ponto de alcançar renome. Seus ensinos foram recolhidos e transcritos por seu discípulo Flávio Arriano – O Enkeridion (manual para a Vida) e os Discursos.
Epiteto foi amigo pessoal do Imperador Adriano ( 117 - 138 d. C), consagrou-se como um filósofo estoico por causa de sua aura e Modus Vivendi virtuosos.
Desta forma honrado (a) leitor (a) este artigo faz a justa divulgação e manutenção da vida e obra de Epiteto, pois não ele deve ser desprezado por causa de sua condição social e pelo trabalho realizado assim como outras pessoas em atual situação idêntica a de Epiteto, pois nossa sociedade valoriza as aparências, as posses materiais e o Status Social, desprezando o sábio, virtuoso e coerente trabalhador.
Como afirmou uma vez um monge budista japonês do Séc. XIII – Nichiren Shonin (16 de fevereiro de 1222 – 13 de outubro de 1282): “Não devemos desprezar o ouro por estar contido em uma bolsa suja”.
Notas e referências bibliográficas:
1N.A (Nota do Autor) – Tal ação foi influenciada pela vida e morte de Sócrates e pela silêncio de Jesus Christos perante Pôncio Pilatos e sua consequente crucificação.
2Referente a Heráclito de Eféso, fundador do Mobilismo.
3Dyanna – concentração tranquila uma dos estados da mente professados pelo Budismo.
4N.A. - Chegando a quebrar a perna de Epíteto, que passou a usar moletas para transitar.

5N.A. - Gigantesca, imensas e de grande estatura e assustadora.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Apreciação literária: Paz Guerreira de Talal Husseini.

Neste presente artigo vamos abordar sobre um best-seller recente e da Filosofia na prática.
 No início deste novo século um obra literária brasileira foi lançada. É um romance filosófico, que se baseou em diversas obras e best-sellers contemporâneos, tanto cinematográficos como literários. Estamos falando de uma epopeia conhecida como “Paz Guerreira”, que tem no seu enfoque ensinamentos filosóficos da “Arte da Guerra” e da arte marcial, o Nei Kung.
O Autor é um brasileiro de descendência árabe, nascido no Estado do Paraná, empresário, praticante da referida arte marcial e filósofo. Pesquisou durante um bom tempo todas as fonte necessárias a fim de escrever este obra, que aborda dois mundos, um onírico – que se passa no Egito Antigo – e outro em um mundo alternativo semelhante Antiguidade Tardia. Seu nome Talal Husseini.
Esta obra explica através de seu subtítulo “O caminho das dezesseis pétalas”, sobre as virtudes necessárias para a formação de uma civilização e da condução aristocrática para conduzir um Estado. Porém as pétalas são divididas em quatro eixos para agrupar quatro virtudes que se relacionam para conduzir os homens comprometidos com o Ideal e o processo civilizatório, descrito no livro.
Os opositores deste obra e de seu autor parecem não ter compreendido a mensagem que foi passada e dos ensinamentos contidos nos capítulos escritos pelo autor. Contudo, vale ressaltar que muita gente se diz “crítico literário” e outros estão realmente comprometidos com a barbárie e a pilantragem nacional. O primeiro grupo defende o seu ego e a seu apego a sua própria opinião, porém devemos respeitar a opinião de cada um, pois nem sempre podemos agradar a todos, sendo assim o gosto literário é de cada um.
O segundo grupo são pessoas com prometidas com a manutenção da ignorância, da barbárie e com o processo revolucionário de esquerda a fim de desviar pessoas capazes de pensar livremente e de atacar aqueles que expõem a verdade e as alternativas para nos voltarmos ao processo civilizatório e a evolução espiritual, ou seja, as virtudes que formam uma sociedade digna e evoluída.
O autor utilizou diversas obras para escrever o seu livro o que demonstra humildade e investigação. Humildade, para homenagear autores e grandes mestres que o antecederam, assim como ele homenageia seu mestre e sua esposa. Investigação para procurar bases e conteúdos necessários para a formação de seu livro, assim como a exposição dos ensinos antigos e atemporais contidos nesta obra. Foi como a destilação de formulas antigas para formar um banquete para a sociedade.
Paz Guerreira se tornou uma obra filosófica em forma de romance, alternando o mundo onírico e relacionando com o mundo real alternativo explicando de maneira implícita a missão do protagonista e de seu equivalente onírico. Pois nesta obra a missão é a mensagem deixada pelo autor a fim de explicar o Karma. Pois a missão só pode ser missão se a abraçamos como um foco nas nossas vidas e, claro, ela deve estar relacionada com a nossa vida e a condução dos povos à autorrealização e à civilização.
Aos conhecedores da Filosofia abordada nesta obra vão compreender de forma clara os anagramas e símbolos utilizados para falar sobre os caminhos que unidos nos levam a Magia do Estado e dos antagonistas deste supremo ideal.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Quinze de novembro de 1889 – O golpe da República e a interrupção do processo civilizatório.

 Durante muito tempo foi construído a imagem de uma “República que veio para nos salvar de das garras de uma monarquia decadente e retrograda”.
Porém, se for feita uma análise mais apurada e comparativa sobre o fenômeno histórico virá à tona uma realidade que nunca foi apresentada nas aulas de História e nunca foi exposta na historiografia, em virtude da destruição da figura da monarquia e do aprofundamento da ingratidão do povo.
A 1ª análise que se necessita fazer é que o nascimento do Brasil se deu em sete de setembro. Ou seja, iniciou-se um processo de surgimento do Estado, motivado pelos valores civilizatórios para se formar a Nação ou a idéia de patriotismo, durante o Séc. XIX. Tendo na sua vanguarda homens honrados e dignos.
 Pois todo homem nobre era movido pelos fatores de valores maiores e o valor de uma atitude na declaração de uma independência levou os homens tanto daquela época quanto do período posterior, o Segundo Reinado, em virtude da formação de um país, principalmente no Séc. XIX.
Porém, para a construção de um patriotismo e do processo civilizatório, que se perdeu durante a proclamação da República e dos golpes que se processaram na História do Brasil republicano. Faz-se importante ressaltar a ação de pessoas que se destacaram no processo do sentimento nacional no Segundo Reinado, tendo como exemplo a figura estoica do Imperador D. Pedro II, assim como os símbolos e as datas de sua ocorrência. Não apenas como emblemas, mas como marcos importantes na construção de nossa civilização e patriotismo.
Por isso, para que sejam resgatados estes valores se deve regressar o ensino de Moral & Cívica, pois os valores práticos da moralidade ministrados nesta matéria, assim como, a citação e explicação desta datas, que marcam um momento de transição. Mas estas datas têm fundo místico em seus momentos de mudança, pois eles são carregados de energias e forças, que em virtude de suas condições favoráveis regem uma mudança significativa, ou seja, o fator metafísico se faz presente nas datas históricas.
Portanto, precisamos de heróis, para guiar nossas ideais, e datas históricas, como o 07 de setembro e o 18 de julho de 1841 – data da coroação de D. Pedro II, a fim de marcar um processo de transição de um evento histórico, assim como precisamos de símbolos e de místicas para dar sentidos a nossas vidas.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Música Clássica e educação

A música clássica, que deixou de ser incentivada, tanto na educação familiar e escolar, em prol da valorização de músicas efêmeras, sem qualidade e imoralizantes, precisa ser resgatada. É correto afirmar, que cada um tem seu gosto musical, porém, deve ser ressaltado que as músicas desclassificadas e de mau gosto estão sendo impostas goela a baixo da população, que não tem obrigação de aplaudir e gostar desse tipo de manifestação de barbárie. Tolerar é aceitar parcialmente o outro, respeitando as suas diferenças. A música na educação serve como um momento erudição e absorção, no qual se trabalha a capacidade de uma pessoa de interpretar uma música ao ler uma partitura e expressá-la no instrumento tocado pelo aluno, que se dispõe a aprender esta arte. A aprendizagem na música, principalmente clássica, trabalha a concentração, a sensibilidade, a percepção auditiva e estética do discípulo. Como conseqüência se adquire a Paidéia.
Porém o aprendizado musical é para a vida toda. É lógico que nem todas as pessoas têm aptidão para a música, mas pode ter para outras habilidades artísticas e/ou esportivas. O mais importante é o incentivo que precisa ser dado ao aprendiz, tal incentivo deve começar na família e na própria pessoa, e posteriormente na escola ou Liceu de música.
A Música Clássica foi fruto da erudição, do estudo constante dos sons oriundos da natureza, porém, não são músicas folclóricas e nem populares. Tais estudos se iniciaram no Século IX e tornaram-se paradigma de estudo musical. Principalmente no estudo da harmonia utilizada na Música, do Quadrivium, em que se utilizam os cálculos matemáticos nas notas da partitura.
Estudar música, para quem gosta desta arte e se dispõe a instruir-se, é uma arte civilizatória. E a música clássica fortalece o espírito humano no seu processo de aprendizagem e execução.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Artes Marciais e a educação.

“O guerreiro deve seguir os caminhos da espada e da pena” – Miyamoto Musashi – O Livro dos Cinco Anéis.
O caminho das Artes Marciais tem um objetivo principal, disciplinar. Disciplinar o discípulo a fim de alcançar a excelência e conectá-lo com a nobreza e a Cavalaria, fatores importantes para a formação da Paidéia, da Aristocracia e da lapidação do caráter. Quando uma pessoa se inicia em alguma Arte Marcial aprende a se conhecer. Conhece seu corpo, seus movimentos, suas capacidades e aprende a ter controle sobre si mesmo, através das contemplações do corpo, do equilíbrio e dos movimentos realizados, podemos afirmar que esta é uma prática Gimnosofista por observar o corpo e a partir para a metafísica da Arte da Guerra.
Devemos entender a Arte Marcial como um conjunto de ensinamentos e de práticas relacionadas ao arquétipo de Marte (Ares), o Deus da Guerra, que impulsionava os homens ao combate a fim de tirá-los de suas decadências morais. Sua relação com a educação é a formação do caráter no intuito de eduzir os valores mais nobres e expandi-los para a sociedade através das atitudes cavalheirescas, ou seja, através da honra nas atitudes e no controle das palavras e pensamentos. Pois, lideranças honradas são aspiradas pela sociedade que preferem senhores mais nobres, virtuosos e justos, que os guiam para as ascensões espirituais e morais.
Logicamente que as Artes Marciais tem um caráter de ensinar a autodefesa, com o intuito de despertar a autoconfiança e o sentido de capacidade. A Arte Marcial não tem Omo objetivo incentivar a violência desmedida, mas a defesa pessoal para evitar o conflito, pois segundo a lógica guerreira: “Não se contra-ataca o oponente por ódio, mas por amor/compaixão. Devemos respeitar nosso inimigo, mas se ele nos ataca devemos nos defender e contra-atacar para punir a transgressão de nos atacar. Redirecionando, desta forma, o agressor apara o caminho criativo da harmonia, pois o amor ao oponente é uma energia severa”
Pois isto é agir com justiça, pois segundo Platão - “Justiça é dar a cada um aquilo que lhe é devido de acordo com suas naturezas e méritos” . Retornando à lógica guerreira, esta nada tem haver com o MMA, UFC e outros estilos brutais de luta que têm compromisso com o entretenimento vulgar e bárbaro e com o fetiche pela violência, que enchem as nossas casa com a ausência de valores e desvirtuam os ideais éticos da Arte da Guerra. Os defensores das vicissitudes encontraram uma forma de se colocar na sociedade com o aval da plebe e do judiciário, que se encarregou de “punir” ou submeter os praticantes de Artes Marciais a não reagirem e castrar suas ações educacionais, mas que aplaudem e incentivam os MMA’s. Utilizaram o recurso de advogados, comprometidos com a pilantragem, com o lucro rápido e sem escrúpulos para impedir e intimidar através de leis que impedem o recurso da defesa pessoal. Ou seja, você cidadão honrado, digno, trabalhador e respeitador das leis e da convivência, tem que se submeter a tirania dos débeis e pessoas mau-caráter, que hoje controlam a sociedade. O judiciário precisa ajudar a moralizar e retornar com os valores éticos nas Artes Marciais, pois as lutas que não têm compromisso com a formação da Paidéia não ajudam com o processo civilizatório, não refina o cidadão, ao passo que as Artes Marciais comprometidas com o processo civilizatório se baseiam em valores éticos, morais, divinos e atemporais.
Segundo o grande samurai Miayamoto Musashi o caminho da Espada deve ser adicionado a alguma arte a fim de refinar o cavalheiro, em sua obra O Livro dos Cinco Anéis ele associou o uso da espada com a caligrafia, pois para este Hessei (santo guerreiro) a forma como se escreve é a forma como se utiliza a espada . Para Platão, a educação dos Guardiões o uso de ginástica conjugada ao estudo da música, a primeira para fortalecer os corpos e a segunda para refinar a alma .
Portanto as Artes Marciais conjugadas as artes (Caligrafia, Música ou música instrumental (ênfase na Música Clássica), artes plásticas e teatro) e a filosofia e ciências, como norteadoras de pensamento, formam a base ideal e correta para a formação de cidadão e aristocratas, sob a égide de valores éticos, morais, atemporais e sublimes.
Notas e Referências bibliograficas: Em japonês- Bujutsu; em mandarim – Wushu; no ocidente chamamos o conjunto de aprendizados para a Guerra de Arte Marcial. Gimnosofista (Sonnyase) – pensadores do corpo, filósofos céticos indianos do período anterior a Siddhartha e a Mahavira, que abandonaram o Bhramanismo e a casta dos sacerdotes para combater a ilusão da matéria, faziam suas despidos e com posturas da Yoga forçando seus corpos a um rigor extremo a fim de transender a matéria. Foram chamados de Gimnosofistas em virtude deo contato om os gregos das expedições de Alexandre Magno na Índia. MITSUGI, Saotome – Aikidô e a Harmonia da Natureza – págs. 176 e 185 à 187 - Editora Pensamento – São Paulo – S.P. 2006. Este princípio de justiça Platão aprendeu nas suas viagens ao Egito. UM dos princípios baseados nas Leis de Maat – a Deusa egípcia da Justiça e do equilíbrio. Miyamoto Musashi (1548 à 1645 da E.c.) – Nome verdadeiro Shinmen Musashi No Kami Fujiwara No Genshin, nasceu em um vilarejo chamado de Miyamoto, província de Mimasaka, filho de um nobre que o deixou aos cuidados de um tio materno,um sacerdote. Foi o maior samurai de todo Nihon (Japão) durante o período do Shogunato Tokugawa, no Séc. XVII MIYAMOTO, Musashi – O Livro dos Cico Anéis (Go Rin No Sho) – Rio de Janeiro - Ediouro – 2002. PLATÃO – A República – Rio de Janeiro – Martin Claret – 2008.

domingo, 7 de julho de 2013

Orientalismo: “Reis-deuses”?

Reis-deuses? Este artigo explica as funções dos monarcas orientais no processo civilizatório e o equivoco dos ocidentais em suas analises e discursos.
Um dos maiores equívocos do movimento conservador ocidental sobre os monarcas das Antiguidades Orientais é a afirmação que eles se diziam “reis-deuses” e os povos do ocidente, com suas representações de “racionalismo”, “democracia” e “materialismo” eram mais avançados que os orientais. Se havia um atributo que os monarcas orientais não reivindicavam para si mesmos era o de divindade-vivas entre os homens. Entretanto, todos os reis, faraós, príncipes-sacerdotes (potesi) e imperadores eram iniciados em ordens de mistérios, ou seja, eram discípulos aceitos em confrarias herméticas que transmitiam ensinamentos aplicáveis a fim de guiar os homens através do processo civilizatório para imergi-los na grandeza do Cosmos e das Leis Naturais e garantir a ascensão espiritual dos povos.
Confúcio, Platão, Ptah-Hotep inspiravam os monarcas e nobres de sua época, e nas eras posteriores, nas suas missões sagradas em governar os homens através de exemplos, virtudes, retidão, manutenção do livre-arbítrio, sabedoria, e orientação para a felicidade. Para estes sábios de antanho a felicidade dos povos e das graças dos exemplos de seus líderes e do Caminho exposto e defendido por eles, além de garantir a manutenção e o acesso à satisfação das necessidades básicas, com o intuito de incentivá-los, em algum grau, a trilhar os caminhos da sabedoria, da vocação, da auto-realização e da ascensão espiritual a fim de formar uma civilização, ou seja, cumprir a sacra-missão inspirada pelas divindades através das ações retas destes reis-iniciados ou discípulos aceitos. Portanto, torna-se sem cabimento a crítica realizada pelo movimento conservador ou, até mesmo, pelo movimento retórico dos marxistas, com relação a estas sociedades, em virtude desses não conseguirem explicar ou analisar a metafísica da política realiza pelos monarcas dos Impérios Orientais.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A etiqueta e nossos filhos.

“A princesa tem que ter educação...” Trecho de uma música executada no episódio nº 7 – A Princesa do Egito - primeira temporada – Backyardigans. Toda vez que levamos nossos filhos em eventos como reuniões de família, festas, cerimônias e etc...Fazem comentários sobre nossos filhos, sejam positivos ou negativos. Com isso temos um feedback de como estamos criando nossos filhos. Porém, deve ser destacada a importância dos detalhes na criação. O detalhe fundamental no processo de educação de nossos filhos é a ETIQUETA. Cujo significado é pequena ética ou ética do cotidiano e se refere as práticas comportamentais, a estética, a elegância, a qualidade, a convivência e a cortesia. Desde o Egito Antigo, quando Ptah-Hotep nos deixou ensinamentos importantíssimos, registrado em placas, sobre a importância da boa educação infantil, principalmente a dos príncipes e princesas, que se preparavam para serem governantes do império, mas que deveriam governar através do exemplo da conduta diária e das virtudes morais. Sendo desta forma irradiadores da boa educação. Assim como Kung-fu Tsu (Confúcio) nos afirma, que o líder deve governar através de seus exemplos de conduta moral, pois para este mestre do reino de Lu, a Ética e a Política devem estar sempre juntas a fim de garantir a condução do povo à felicidade, através da boa governança. Para isto se faz necessário contemplarmos os ensinamentos de Ptah-Hotep, que focaliza a educação infantil no preparo da civilização e da convivência. É na criança que se deve eduzir o valor do belo, do bom e do justo, que domam os nosso instinto primitivo e atrai a atenção das pessoas para as atitudes agradáveis que as crianças, com atos refinados, nos proporcionam em nossos convívios. A etiqueta é uma talhadeira que modela a alma dos homens para a vida em sociedade e formar o respeito ao próximo, com seus pequenos rituais de cortesia, que visam a honra e as boas vindas de outros em nossos convívios. É preciso ensinar nossos filhos a terem bom comportamento, não só perante os outros, mas com eles mesmos. John Locke, pensador do Séc. XVIII, afirmava que os rigores da educação para as crianças tem o intuito de protegê-las dos castigos posteriores de suas ações e que, desta forma, os pais não devem ser coniventes com as expressões de instintivas de paixões e desejos primitivos de nossos filhos. Ptah-Hotep nos alerta para a questão da educação e da rebeldia do filho da seguinte forma: “Se teu filho comete injustiças, se não obedece teus desejos, se abandona a disciplina, se seus atos arruínam tua casa, se protesta contra tudo o que dizes, deixa-o, posto que não é teu filho, não nasceu de ti.” Portanto a importância de educar uma criança, principalmente, nos refinamentos de atitudes cotidianas e nas ocasiões especiais em que precisam ter um comportamento reto e civilizado a fim de formar um futuro cidadão, que respeita e é respeitável na sociedade.