quinta-feira, 7 de agosto de 2014

História das mentalidades: O Esperanto.

As idéias são fortes e quando são abordadas por pessoas que se propõe a formar um mundo bom, belo, justo e verdadeiro, então estas idéias ultrapassam tempo e espaço.
 Durante o Séc. XIX foram expostas muitas idéias em concomitância com outros fenômenos históricos entre eles as fundações das seitas cristãs, do Espiritismo-cristão, de ordens de mistérios, descobertas científicas, invenções tecnológicas, segunda Revolução industrial, contato com o oriente, nascimento do nacionalismo, unificação da Alemanha e da Itália, processo de independência das Colônias espanholas e portuguesa nas Américas, o espectro da Revolução Francesa, a implementação do Poder Moderador na política e a defesa do abolicionismo.
Entre esta dinâmica ocorrência de fenômenos oitocentistas, que influenciaram fortemente o Séc. XX e a Idade Contemporânea1, surgiu a idéia de um jovem idealista de nacionalidade russa, Ludwig Lejzer Zamenhof2, que movido pelo sentimento de humanismo, compaixão e vontade de resolver os problemas do cotidiano de sua cidade,Bialystok, em que haviam diversos povos com línguas diferentes, que dificultava a compreensão naquele momento.
Tal dificuldade moveu o jovem Zamenhof a criar um língua auxiliar neutra para fins facilitar as comunicações e o cotidiano dos povos estrangeiros em outro país. Desta forma podemos observar que as dificuldades geraram necessidades que promoveram um movimento por parte do jovem Zamenhof para solucioná-las.
Lançando em 26 de julho de 1887 o primeiro livro - Lingvo Internacia – com suas próprias economias em virtude de não encontrar um editor para publicar a sua obra e apoiar a sua idéia3. Porém este não foi o primeiro obstáculo, pois seu pai na juventude o tentara demovê-lo desta idéia solicitando que ele fizesse o curso de medicina para depois retomar seu projeto. Sendo que ao retornar para casa o pai de Zamenhof havia jogado fora o seu trabalho. Mas este jovem idealista retomou com força maior o seu projeto.
Para os que não conhecem o Esperanto foi a união trabalhada de línguas indo-européias composto por um alfabeto latino modificado em que cada letra possui som, embora estivessem excluídas as letras q, w, x e y, se mostrou muito pragmático e funcional. Contudo, neste presente artigo não entraremos em detalhes gramaticais e lingüísticos. Mas, tem sido adotado largamente por grupos e foi aprovado pela ONU como uma língua neutra.
Entretanto não é muito utilizada em virtude da ocorrência de duas Guerras Mundiais que marcaram o planeta no Séc. XX e do impedimento de países e governos anglófonos, mais precisamente os E.U.A., a fim de manter a hegemonia cultural e sua influência política e comercial no mundo pós-guerra (Segunda Grande Guerra Mundial), sepultando desta forma o esforço para propagar esta Língua franca internacional – Lingvo Internacia4 -, pois poderá colaborar muito com a diplomacia.
Pois a proposta inicial e atual desta língua franca é manter as línguas originais de seus países respeitando suas nacionalidades e suas culturas respectivas, apenas utilizando uma língua neutra para a comunicação entre as pessoas de diversas nacionalidades a fim de se entenderem e derrubando o imperialismo cultural e a imposição lingüística de algum país que se considere melhor que o outro.
Mesmo assim, é pouco utilizada e pouco incentivada, embora ocorreu um reconhecimento pela UNESCO como uma Língua franca que contribui com a educação, cultura e ciência da humanidade e no governo brasileiro ocorre um incentivo para a adoção do Esperanto nas escolas, pois é uma língua neutra que se propõe a respeitar a língua nativa de outros países e a nacionalidade e patriotismo das pessoas promovendo um intercâmbio entre as pessoas. E atualmente tem ocorrido uma grande adesão de pessoas no movimento esperantista.
Desta forma podemos observar que as idéias e as pessoas que as sustentam escreveram mais uma página na História do mundo, além de colaborar com a sua mudança e tais idéias foram geradas em um passado que influenciou e construiu as gerações futuras.
Notas e referências bibliográficas:
1 N.A. (Nota do Autor) – A Idade contemporânea surgiu com o advento da Revolução Francesa, que influenciou e atingiu profundamente o mundo ocidental. Inaugurando uma era que rompia de forma violenta com as estruturas civilizatórias do ocidente.
2 N.A. - Ludwig Lejzer Zamenhof (Lázaro Luís Zamenhof) – nascido em 15 de dezembro de 1859 na cidade de Bialystok – antigo Império Russo, atual Polônia – falecido em 14 de abril de 1917 na cidade de Varsóvia. Foi oftalmologista e filólogo judeu polonês.
3 ZAMENHOF, L.L. – Esperanto Modelo – Federação Espírita do Brasil – Rio de Janeiro – R.J. – pág. 04.
4 Nome original do Esperanto.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

O redescobrimento do Heliocentrismo e da esfericidade da Terra.

“A terra e os demais errantes (planetas) caminham no céu em torno do Sol, que é o centro do Universo de acordo com sua grandeza e majestade” – Aristarco de Samos.

 No episódio nº 4, da segunda temporada da Série “Da Vinci’s Demos”1, o personagem Leonardo Da Vinci, em uma viagem rumo ao continente desconhecido, descobre que a Terra é redonda e, em um insight, que ela é mais um planeta que gira em torno dom Sol.
Através deste discurso visual, podemos observar que durante o fenômeno histórico do Renascimento estas idéias, aparentemente foram descobertas ainda naquela época, Séc. XV. Porém, estas idéias foram expostas na Antigüidade, com as observações dos homens de antanho, como os Astrólogos-astronomos babilônicos, Pitágoras de Samos, Tales de Mileto, Aristarco de Samos e Arquimedes de Siracusa2.
Pitágoras, os pitagoricos e Aristarco defendiam a idéia do Sol ser o centro do universo com o Astro-rei e que a Terra e os demais planetas (errantes) navegam no céu ao redor do Sol, de acordo co sua majestade e importância3, ou seja, a Terra e os demais astros giram em torno do Sol devido as observações dos fenômenos cíclicos de mudanças da luz do Sol e dos fenômenos astronômicos que se apresentavam com regularidade4.
Após o primeiro incêndio da Biblioteca de Alexandria estes conhecimentos ficaram perdidos até o Séc. V d.C., naquela cidade, do qual Hipátia retoma a discussão sobre o Heliocentrismo. Contudo, esta filosofa, matemática e astrônoma neoplatônica foi barbaramente assassinada, desta forma o assunto foi silenciado5.
Posteriormente, o Heliocentrismo, assim como a esfericidade da Terra, foi redescoberta no Renascimento por Galileu Galilei, Nicolau Copérnico, Giordano Bruno e, na Idade Moderna, por Johannes Kepler. Sendo a idéia de Kepler consolidada como paradigma da astronomia e uma consolidação do modelo Heliocentrista6.
Desta forma podemos considerar dois pontos deste presente artigo. O primeiro, que o Heliocentrismo e a esfericidade da Terra foram ocultados durante dez séculos. Tal fato mergulhou o homem, em um período de trevas e da ignorância. Este foi um período conhecido como a Idade Média7.
Porém, a História nos alerta para as manifestações cíclicas dos fenômenos e hoje sofremos uma nova Idade Média no pensamento humano e com isso se lança a pergunta: O que será ocultado desta vez8?
O segundo ponto é que os homens sempre inspirados por Urânia – a Musa da Astronomia – levantam suas cabeças para olhar o céu noturno e admirar, contemplar e observar para a beleza, a função e os ciclos celestiais que se apresentam para nós a fim de investigarmos os mistérios que nos cercam.9
E através da observação e investigação, inspirados pelas musas, a verdade sempre se apresentará de forma a retirar os homens de seu estado de ignorância servil.
Pois, segundo Madame Blavatsky: “Não há religião superior à verdade”.
Portanto, olhemos para os céus noturnos, matutinos e vespertinos. Busquemos nossas inspirações em Clio e Urânia e guardemos os saberes e forças para uma nova Renascença.
Notas e referências bibliograficas:
1 Série apresenta pela Fox Chanel. Assistido em 04/07/2014 às 23:30.
2 TARNAS, Richard – A Epopéia do Pensamento Ocidental – 8ª edição – Rio de Janeiro – R.J. – Bertrand Brasil – Págs. 64 à 68.
3 TARNAS, Richard – Op. Cit – Pág. 98.
4http://www.gostodeler.com.br/materia/18418/O%20primeiro%20computador%20e%20sua%20rela%C3%A7%C3%A3o%20com%20a%20astrologia/astronomia..html
5http://www.gostodeler.com.br/materia/18329/F%C3%A9,%20fanatismo%20e%20convic%C3%A7%C3%A3o%20no%20cen%C3%A1rio%20atual..html
6 TARNAS, Richard – Op. Cit – Págs. 270 à 273, 275, 280 à 283,276 à 280. e MARCONDES, Danilo – Iniciação à História da Filosofia – 13ª edição – Rio de Janeiro – R.J. – Editora Jorge Zahar – Págs. 154 à 158.
7 FÍGARES, Maria Dolores – Uma Nova Idade Média – In Revista Esfinge nº 29 – São Paulo – S.P.. – Edições Nova Acrópole – Págs. 19 e 20.
8 TARNAS, Richard – Op. Cit – Págs. 274.
9 HESÍODO – Teogonia: A origem dos Deuses –4ª edição – São Paulo – S.P.. – Iluminuras – Págs. 21, 23 e 35.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Considerações literárias: diários, semanários e mensários...qual é a melhor escolha?

Qual jornal atende as minhas necessidades como leitor? Esta é uma pergunta que fazemos todos os dias e este artigo irá apresentar as suas opções. Boa leitura.
 Toda vez que lemos os jornais ou os compramos, observamos diferenças entre eles alguns são notícias atuais outras parecem estar atrasadas ou não mudaram as notícias. A verdade é que os jornais possuem diferenças entre eles, pois possuem objetivos e funções diferentes. Então neste presente artigo vamos apresentá-los e caracterizá-los. Apresentando argumentos plausíveis para sua melhor compreensão.
Diários – São jornais comprometidos com as notícias diárias e cotidianas trazendo informações atualizadas. Contudo atende a demanda de informações jornalísticas voltadas para as massas e aos interesses de quem lê, como também para quem o dirige. Comprometidos muitas vezes com a notícia ou o furo de reportagem. Sendo assim são lançados diariamente com notícias.
Semanários – São jornais de conteúdo semanário e seu conteúdo esta ligado a notícias de teor relevante ou de entretenimento e atende a demanda de um público em geral.
Quinzenários – São muito raros mas seus conteúdos informativos tem uma profundidade, muita das vezes filosófica e metódica, atendendo a demanda de um público seleto. Sendo lançados a cada quinze dias do mês.
Mensário - São jornais específicos que atendem um grupo seleto de leitores e a uma demanda cujos assuntos são mais direcionados e voltados para uma atenção e uma reflexão mais aguçado de suas matérias.
Depois de explicarmos o que são estas categorias periódicas de jornais, podemos afirmar que elas atendem os gostos de todos os leitores e suas necessidades informativas. Porém, somos nós que devemos selecionar o que vamos ler e nos comprometermos com nossas vidas interiores e nossas relações com o mundo que os cerca.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Quinze de novembro de 1889 – O golpe da República e a interrupção do processo civilizatório.

 Durante muito tempo foi construído a imagem de uma “República que veio para nos salvar de das garras de uma monarquia decadente e retrograda”.
Porém, se for feita uma análise mais apurada e comparativa sobre o fenômeno histórico virá à tona uma realidade que nunca foi apresentada nas aulas de História e nunca foi exposta na historiografia, em virtude da destruição da figura da monarquia e do aprofundamento da ingratidão do povo.
A 1ª análise que se necessita fazer é que o nascimento do Brasil se deu em sete de setembro. Ou seja, iniciou-se um processo de surgimento do Estado, motivado pelos valores civilizatórios para se formar a Nação ou a idéia de patriotismo, durante o Séc. XIX. Tendo na sua vanguarda homens honrados e dignos.
 Pois todo homem nobre era movido pelos fatores de valores maiores e o valor de uma atitude na declaração de uma independência levou os homens tanto daquela época quanto do período posterior, o Segundo Reinado, em virtude da formação de um país, principalmente no Séc. XIX.
Porém, para a construção de um patriotismo e do processo civilizatório, que se perdeu durante a proclamação da República e dos golpes que se processaram na História do Brasil republicano. Faz-se importante ressaltar a ação de pessoas que se destacaram no processo do sentimento nacional no Segundo Reinado, tendo como exemplo a figura estoica do Imperador D. Pedro II, assim como os símbolos e as datas de sua ocorrência. Não apenas como emblemas, mas como marcos importantes na construção de nossa civilização e patriotismo.
Por isso, para que sejam resgatados estes valores se deve regressar o ensino de Moral & Cívica, pois os valores práticos da moralidade ministrados nesta matéria, assim como, a citação e explicação desta datas, que marcam um momento de transição. Mas estas datas têm fundo místico em seus momentos de mudança, pois eles são carregados de energias e forças, que em virtude de suas condições favoráveis regem uma mudança significativa, ou seja, o fator metafísico se faz presente nas datas históricas.
Portanto, precisamos de heróis, para guiar nossas ideais, e datas históricas, como o 07 de setembro e o 18 de julho de 1841 – data da coroação de D. Pedro II, a fim de marcar um processo de transição de um evento histórico, assim como precisamos de símbolos e de místicas para dar sentidos a nossas vidas.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Política & Internet.

Cavalheiros e Damas!!! Sejam bem-vindos ao Admirável mundo sombrio do 1984!!!
 Com a votação do Marco Civil na Internet, a liberdade de expressão na Rede Eletrônica, que era uma espaço relativamente livre para informações, propagandas e mensagens. Contudo, o excesso de informações, muitas delas, duvidosas e de cunho enciclopédico, além de outros desvios ilusórios.
Mas, a Internet se tornou uma via de libertação, em alguns casos, com informações que permitem confrontar as realidades e os discursos que se manifestam e são apresentados.
Desta forma a Internet se tornou uma ferramenta importante na comunicação, na difusão de informações que confrontam a retórica oclocrática, denunciando, vigiando, comunicando e se opondo com o intuito de convidar a Justiça a se fazer presente e expor a realidade dos fatos, para estes feitos há de se ter coragem.
Coragem esta que é reprimida com emendas e leis que silenciamos abolicionistas e os anti-cavernícolas. Pois o governo atual, PT e seus aliados políticos, utilizou como força de ataque internautas comprometidos com a implantação de um golpe de Estado e alinhados ideologicamente com o PT e o Foro de São Paulo de 1990, ou seja, formaram patrulheiros ideológicos, vigilantes na Internet, dispostos a refutar, intimidar e ridicularizar blogueiros opositores, colunistas e demais usuários de redes sociais que se opõem ao Regime político atual.
Estes “patrulheiros” ideológicos esquerdopatas foram mantidos pelas esquerdas, pelo PT e Foro de São Paulo e pelos aliados políticos, com o intuito de combater as oposições de forma agressiva. Pois, são pessoas ociosas que se alinharam com a retórica dialética e com a prática da indolência improdutiva. Passam a maior parte de suas (sub) vidas caçando opositores ou idealistas ou pensadores que formam opiniões para tirar as demais de seus estados de letargias, conformações e passividades.
Agora, com o “Marco Civil na Internet” o governo-partidário vigiará todas as opiniões e mensagens na Internet, proibindo as alternativas e informações que contrariem as suas vontades ideologizantes e suas propagandas ilusórias. Silenciando, desta forma, toda a oposição e produção cultural informativa de intelectuais liberais, libertarianos, conservadores ou moderadores, pois para a esquerda estas pessoas são um mal na sociedade.
Caros leitores sejam bem-vindos ao “Admirável Brasil Novo. O Grande Irmão – PT – os vigia”.~

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Profissionais da História


“Sou formado em História, mas não quero dar aula” - palavras de um formado em História.
História
Um dos maiores equívocos de nosso povo é a idéia de que a pessoa formada em História é professor desta ciência e que atende somente a questão do magistério referente a esta “matéria”.
Contudo, este desconhecimento é uma idéia minimizadora sobre esta ciência e os profissionais relacionados à História.
A História como foi explicado no artigo “Para que serve a História e a quem ela serve?”1 foi explicado o que realmente é esta ciência, a sua serventia e a quem realmente ela atende. Neste artigo vamos apresentar quem são os profissionais que trabalham com a História.
Comecemos com o historiador, esta profissão tão desrespeitada e ignorada pelos brasileiros, cujo ofício se assemelha a de um detetive2, na investigação dos fenômenos históricos, na interpretação dos registros deixados pelos gigantes de antanho e no diálogo com eles e as fontes históricas na missão de encaminhar os homens ruma a civilização.
Temos ainda os genealogistas que pesquisam as raízes familiares, as ancestralidades e as histórias de família, símbolos heráldicos, relacionando-os com as virtudes e potencialidade de seu patriarca/matriarca, a fim de manter os homens conectados com suas heranças genéticas, com suas identidades familiares e sociais e honrar os ancestrais3.
Os arqueólogos são historiadores que pesquisam desde civilizações antigas até povos primitivos, como os povos nômades ágrafos e interpretam os Modus Vivendi no intuito de contar como aconteceu a historicidade e devir histórico naqueles períodos imemoriais. Realizando o mesmo diálogo dos historiadores como seu objeto de estudo.
Genealogia
Contudo, a Arqueologia foi classificada como uma ciência auxiliar, mas como ciência é uma ferramenta importante na investigação dos primórdios dos passos da humanidade, pois como explica a sua etimologia: Arque (Arché) – primitivo, primeiro, primórdios e Logia (Logos) – conhecimento, estudo. Ou seja, ela é o estudo dos primórdios e é uma ferramenta investigativa importante na História e utiliza a linguagem da Antropologia como base no seu Modus Operandi de pesquisa.
Os paleontólogos estudam um período muito mais antigo, considerado como a “juventude do Planeta”, e investiga a vida antiga no mundo, mais precisamente as vidas animais e vegetais e a formação mineral do planeta relacionando com os processos de mudanças sofridos pelos seres e pela Natureza. Também foi considerada como ciência auxiliar e classificada como História Natural, em virtude de seu diálogo interdisciplinar com a Biologia e seus estudos de animais e plantas antigos - os fósseis.

Porém, estes não são os únicos profissionais que trabalham com a História, pois eles trabalham em outras áreas relacionadas a esta ciência, como a guarda, restauração e conservação e exposição.
Como guardas dos registros documentais primários temos os arquivistas, que com seu ofício de guarda, classificação, organização e acondicionamento de documentos colaboram com a memória e o trabalho de investigação histórica.
O museólogo é o profissional que trabalha com a guarda, catalogação, organização e exposição de acervos materiais históricos e artísticos, pois como foi explicado no artigo sobre os Museus4, estes são os templos e as moradas das Musas, que guardam a História e as artes dos homens de antigamente. Mais uma vez a memória tem um lugar garantido e o trabalho do historiador é fundamental para o Museu e o museólogo.
Entretanto, nos bastidores da História, mais precisamente no trabalho de restauração e conservação das fontes e acervos guardados ou expostos. São os tecnólogos de conservação e restauro em bens culturais, uma profissão que por descuidado, maldade e falta de carinho ficaram ignorados no seu ofício de restaurar e conservar os objetos materiais da História.
Com relação a esta profissão da área tecnológica, precisamos respeitar e honrá-los devidamente, pois na verdade este ofício e seu curso de formação sumiram dos quadros de cursos oferecidos em todos os institutos politécnicos da maioria dos Estados do Brasil, sobrando apenas no Estado de São Paulo. Este curso profissionalizante atende a demanda de trabalho na manutenção de patrimônios históricos e culturais5.
Caro leitor, não esquecemos do professor de história, porém faremos uma consideração crítica sobre esta profissão, pois se tornou desnecessário nos curriculum escolares, pois ao público oligofrênico, estupido, instintivo, ignóbil, anacrônico, animalesco e ignorante não se interessa em História. E os professores de História estão perdendo seus tempos e seus potenciais em discursos para uma plebe arrogante.
Sendo assim os cursos universitários de História precisam se concentrar em formar Eruditos em História, pois descobrimos que as pessoas precisam de maturidade para se interessar e estudar História para lapidarem a sua cidadania6.
Desta forma a História como ciência no Brasil é desvalorizada, pois o povo brasileiro não fará sua reflexão histórica, já que não se vê como um agente histórico e estará eternamente preso a sua Roda de Samsara e anestesiado nos braços de Maya (ilusão).
Notas e referência bibliográficas:
2BLOCH, Marc - Introdução a História – Editora Europa América – Pág. 128 e 129.
6CONFÚCIO - Os Analectos - L&PM Editora -2008 - São Paulo - S.P. - L.II - v. 23 - pág. 53.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Da Família Imperial aos funcionários públicos: a destruição das imagens na História.

 O discurso na História tem o verdadeiro objetivo de expôr os fenômenos históricos e seus agentes como objeto de estudo e apreciação da memória social. Contudo a partir do momento em que se faz um discurso voltado a um interesse ideológico, seja partidário político ou sociopolítico ou institucional religioso (fanatismo), teremos a desconstrução das verdades históricas, ou seja, tronar a História um discurso retórico e tendencioso, que neste caso específico a torna uma mentira.
Este fato ocorreu com a desconstrução da Família Imperial após a queda da Monarquia no Brasil, em que o regime republicano se empenhou em retirar das vistas do público todos os símbolos da monarquia e denegrir a imagem dos membros da Família Imperial expondo e maximizando seus pequenos defeitos.
Atitude este, tomada tanto pelos primeiros republicanos como por historiadores de esquerda, pois existe entre eles um Modus Operandi na destruição da memória e na deformação do discurso, a fim de alterar a História em favor das oligarquias e oclocracias na construção de si mesmos como “salvadores da Pátria”.
A mesma coisa acontece com os servidores públicos, que atualmente passam por um processo de perseguição, desvalorização e extinção. Tanto o público quanto os políticos criaram a imagem de “servidor público vagabundo e armador”, pois quem se esforça em não trabalhar são os políticos e o próprio povo, que através do estratagema retórico de Lênin:
“Xingue-os do que você é , e acuse-os do que você faz!!!”
Pois quem deseja o fim dos servidores públicos são aqueles que querem estar no lugar deles para não trabalharem.
A ideia dos servidores públicos e dos concursos de ingresso partiu do Sábio de Lu, Kung-fu Tsu (Confúcio), que almejava um Estado gerido e administrado por pessoas capazes, honradas e por cavalheiros. Platão foi mais taxativo sobre os benefícios dos servidores, pois para este filosofo grego o Estado deveria suprir as necessidades mais básicas – comida, moradia, vestimentas, moradia e recursos para o trabalho, com condições para exercer seus ofícios.
O Imperador D. Pedro II e sua Filha a princesa Dª. Isabel, sempre tiveram respeito e bom trato com os servidores públicos a fim de promover um bom funcionamento no Estado.
Getúlio Vargas regulamentou esta função através da formação do Estatuto do Servidor Público e instituiu os concursos públicos no Brasil. Como foi citado no artigo anterior sobre os pijânio de Jânio Quadros1, na edução e na formação do servidor público e sua valorização deste profissional.
Desta forma as imagens da Família Imperial e dos servidores públicos, foram alteradas de forma a denegri-los. A História foi alterada e é necessário a investigação sobre os fenômenos históricos, pois algo esta errado. A Família Imperial era muito querida e amada e o povo grato por seu trabalho civilizatório. A História se repete com os servidores públicos.
Portanto devemos retomar nosso processo civilizatório, desvelar a realidade oculta, valorizar os servidores públicos e compensar a Família Imperial.
Notas: