segunda-feira, 7 de agosto de 2017

A crise no Rio de Janeiro.

Os caros leitores devem lembrar quando o presente colunista publicou o artigo “Rio de Janeiro: a nova Atlântida”[1], que hoje agoniza com suas tragédias, mas por culpa de seu próprio povo, que foi leviano, avaro e bárbaro. Lembrando que os políticos são o reflexo da população, são apenas canalhas mais esperto que foram eleitos por canalhas menos espertos.
A crise no Rio de Janeiro é um resultado disto e de uma soma de condições negativas, como uma má administração, tanto corrupta quanto oligárquica e cleptocrática[2] que se embriagaram com o dinheiro e o poder.
Voltando a questão das oligarquias, estas estiveram coniventes com o crime, pois a praticavam de forma a absorver o sistema corrompido e se alimentar deste de maneira a complementar os seus ganhos. Contudo, devemos observar que são oligarquias que lutam umas com as outras no intuito de ascender ao poder e impor seu projeto de dominação.
Tais grupos visam maneiras de lucrar com o estado de abandono e caso que se encontra o Rio de Janeiro a fim de sustentar suas ganancias e suas luxúrias e manter o povo, cumplice de seus crimes, no estado de ignorância e barbárie. Para algumas pessoas estas oligarquias remontam o período colonial, da época das capitânias hereditárias, o que é um engano, pois as lideranças locais vieram com os coronelismos e com a formação destas oligarquias que hoje saqueiam, ainda, o Estado do Rio de Janeiro e sua capital, nos deixando um legado sombrio.
Aonde a fome assola os funcionários públicos estaduais pela falta de pagamento em virtude do esgotamento financeiro gerado pelos saques das oligarquias na administração do Estado e dos municípios fluminenses. E hoje o povo assiste os resultados passivamente e sem uma visão para o futuro.
Mas, toda crítica deve vir com uma sugestão. E sugestão é que o Rio de Janeiro seja transformada em Território, ou seja, perca seu Status de ao nível Estado e seja rebaixada de território em virtude da ausência de administração e segurança, como foi citada anteriormente, sendo colocada aos auspícios do governo federal retirando o poder de oligarquias alinhadas ideologicamente com o crime organizado.

Notas e referencias bibliográficas:

[1] Ver http://www.gostodeler.com.br/materia/18233/rio_de_janeiro_a_nova_atlantida.html
[2] Referente à Cleptocracia, termo de origem grega, que significa “governo de ladrões”, que visa roubar de capital financeiro dum país e do seu bem-comum. A cleptocracia ocorre quando a maior parte de sistema público governamental é capturada por uma oligarquia que pratica a corrupção política, institucionalizando-a, assim como, seus derivados como o nepotismo, o peculato, de forma que estas ações ficam impunes, por todos os setores do poder estarem corrompidos, desde a Justiça e todo o sistema político e económico-fiscal. Ver em https://pt.wikipedia.org/wiki/Cleptocracia acesso em 05 de agosto de 2017 às 10hse 37 min.

sábado, 27 de maio de 2017

Trivium e Quadrivium – as Artes Liberais

A redescoberta da Paidéia durante a Idade Média através das Artes Liberais – Trivium e Quadrivium . Que podem ajudar o homem contemporâneo em sua formação do conhecimento e da civilização, deixadas para trás.

universidades da Idade Média
Durante a Idade Média européia ocorreu uma redescoberta da Paidéia na educação, que muito ajudou na formação das elites intelectuais, baseadas na educação clássica, pois a educação greco-romana ainda era, e podemos afirmar que ainda é o modelo, de educação e civilização.
Como foram baseadas no estilo clássico de educação tinham sido formados sete artes que possibilitaram a formação do homem livre, que estavam desconectadas das preocupações mundanas ou profissionais, ou seja, a formação de uma elite que através do refinamento intelectual que tinham a capacidade de produzir obras e idéias que elevam o espírito humano para além dos empenhos materiais, em direção a uma inteligência racional e livre.
As sete Artes Liberais
Chamava-se de Trivium e Quadrivium, as Artes Liberais, que eram um grupo de sete artes, caminhos ou disciplinas que envolviam o estudo da Gramática, Lógica, Retórica, Aritmética, Geometria, Música e Astronomia. Estas sete disciplinas estavam divididas em dois grupos:
Trivium: Cujo significado era “o cruzamento e articulação de três ramos ou caminhos” e o objetivo era o provimento de disciplina à mente, para encontrar expressão na linguagem, principalmente no estudo da matéria e do espírito. Dentro deste grupo estava a Gramática, Lógica e Retórica.
Quadrivium: “Cruzamento e articulação de quatro ramos ou caminhos”, cujo objetivo destas artes era a providência dos meios e dos métodos para o estudo da matéria, que estavam sujeitos ao aprimoramento na área das disciplinas superiores (Medicina, Direito e Teologia). Dentro deste grupo estava a Aritmética (teoria dos números), Geometria (teoria do espaço), Música (aplicação da teoria do número, pode ser entendido como estudo dos princípios musicais, harmonia) e Astronomia (aplicação da teoria do espaço). Sendo assim o espírito humano teria como caráter intrínseco o número.
Portanto durante aquela época ocorreu uma formação da educação e da Paidéia, ou seja, a redescoberta desta última. A disciplina ou virtude se faz necessária para a realização da formação educativa nestas artes que segundo o postulado da educação medieval e clássica o intelecto deve ser desenvolvido pelas cinco virtudes intelectuais: A compreensão - captação intuitiva dos princípios primordiais (pensamento lógico e investigação lógica); a ciência - conhecimento das causas mais prováveis; a sabedoria - compreensão das causas fundamentais; a prudência - pensamento coerente relativo às ações e a arte - pensamento aplicado à produção e à capacidade de produzir.
Com isso pode ser observado o processo, perdido pelo tempo, do conhecimento.

Referências bibliográficas:
JOSEPH, Miriam. - O Trivium - As Artes Liberais da Lógica, Gramática e Retórica. Tradução de Henrique Paul Dmyterko. São Paulo: É Realizações, 2008.TARNAS, Richard – A Epopéia do Pensamento Ocidental.  Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005.http://recantodasletras.uol.com.br/resenhasdelivros/1957460 - Acessado em 12/04/2011.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Esta semana na política.

Saudações a todos.

Permitam-me fazer uma analogia sobre a política.

Esta semana o Congresso votou e aprovou a Lei que permite a prática das Terceirizações, o que nos chocou, pois nos pegou desprevenidos, em virtude de estarmos focados na questão da Previdência.
Tal fenômeno sócio político nos mostra três visões. 

A primeira é a nossa incapacidade de acompanharmos a política nacional, por estarmos atentos a tolices cotidianas. A segunda é por não sermos disciplinados, atentos e não seguirmos as virtudes, por não termos o olhar ao redor, ensinado pelos samurais, é que permitimos os canalhas e os falsos amigos do Brasil nos atacarem, pela nossa falta de vigilância. 

E terceira, vejam honrados amigos e amigas, como nosso Congresso é composto por seres vís, egoístas e comprometidos com a manutenção do poder das oligarquias políticas e econômicas e com o alargamento do abismo entre as classes sociais e a formação de escravos, miseráveis e bandidos. Nos atacam pelas costa e em várias frentes de combate, não nos dando chance de organização e defesa.

Todos me conhecem sou um homem de centro-direita, convicto das minhas posições sócio políticas, mas não concordo com a Terceirização. E sou descrente da democracia e da República. Mas não aceito a caricatura do homem capitalista, como é feito.

Roberto Bastos
Boa noite a todos

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Presídios lotados.


Saudações honrados leitores.

Os eventos recentes de confrontos nos presídios mostrou dois quadros correntes nestas instituições de tutelagem de marginais e meliantes.
Sendo o primeiro quadro o poder do crime organizado e suas facções nos presídios ditando a vida no Brasil e impondo a cultura do crime na sociedade. Desta forma a sociedade vive refém do medo e da desorganização das instituições, mas não devemos nos deixar tiranizar por tais meliantes, pois eles são os reclusos, tirados de nosso convívio devido as suas ações criminosas e ofensivas.

O segundo quadro é a super lotação nas celas presidiárias, o que nos leva a seguinte pergunta: Por que estão tão lotadas. E assim vem a resposta: Há muita gente realizando crimes. Este fato nos leva ao primeiro quadro, justamente no ponto em que ocorre a imposição da cultura do crime na sociedade, despertando o sentimento bestial de pessoas cometerem os mais atrozes crimes em virtude do sentimento de impunidade, do discurso do "cuidadinho" e do prazer da realização do mal pelo próprio mal.
Pois, o crime tem as suas consequências que não são positivas e nada melhor do que o isolamento para meliantes, a fim de serem retirados da sociedade e de nos proteger.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Família e sociopolítica: a Justiça, a corrupção e nossos filhos.


A Família e a sóciopolítica estão intimamente ligadas, pois a Família é considerada como a “célula-máter” social, que por sua vez irá travar uma coexistência com todas as outras famílias e pessoas, formando assim a sociedade. Com isso surge a necessidade de ordem e regras para gerir a convivência entre famílias e pessoas, ou seja, a sociedade.[1]

Segundo a professora Edília Coelho Garcia, em sua obra “Educação Moral e Cívica para alunos do 2º grau” a Família é o primeiro agrupamento natural entre pessoas e uma instituição, em virtude de possuir uma estrutura definida.[2]

A família é um conjunto de pessoas que estão inseridos em uma sociedade, desta forma a convivência é regida por regras baseadas nos costumes, na ética, no Bom Senso e na manifestação das virtudes.
Na política a virtude que a rege é a Justiça, que segundo Platão é dar a cada um o que é devido de acordo com sua natureza e mérito.[3] O que não é ensinado nas famílias, pois ensina-se o contrario através da errônea rede de proteção da família, que protege os filhos quando cometem crimes, corrupções e atos levianos que comprometem o bem estar, o respeito e a convivência. Sob o discurso de “amar” os filhos, contudo esta é uma atitude baseada manutenção do mau caráter e na busca de confundir, de forma intencional, o bem e o mal, a fim de justificar suas ações errôneas e suas emoções bestiais.[4]


Cada vez mais os filhos se tornam delinquentes e vândalos que movidos por suas animalidades, objetivos imediatistas e inescrupulosos e desejos por destruição proliferam em nossa sociedade, com o respaldo dos pais que fizeram destes filhos um “Troféu de uma noitada de prazer” e não lhes ensina o que é o correto e o errado. Ptah-Hotep havia dito uma Vez:

“Se teu filho comete injustiças, se não obedece teus desejos, se abandona a disciplina, se seus atos arruínam tua casa, se protesta contra tudo o que dizes, deixa-o, posto que não é teu filho, não nasceu de ti.”

Porém o jovem professor Carlos, amigo deste colunista que vos escreve, afirmou que:

“Hoje em dia os pais deveria ir para a Escola para se educarem.”

Portanto, honrados leitores fica esta mensagem para a sociedade, que mergulhou em corrupção e que cria gerações perdidas de delinquentes juvenis e seres desrespeitosos.

Notas e referências bibliograficas:

[1] GUZMÁN, Délia Steinberg – O Jogos de Maya – Edições Nova Acrópole – Belo Horizonte – M.G.. - Pág. 113. PLATÃO – a República – Editora Martin Claret. – São Paulo – S.P.. - Págs. 25.
[2] GARCIA, Edília Coelho – Educação Moral e Cívica: para alunos do 2º grau – Lisa – Livros Irradiantes S.A. – São Paulo – S.P.. - Pág. 66.
[3] PLATÃO – Op. Cit. - Págs. 16, 17, 39.
[4] HSING, Yun –O Valor da Verdade: entre a ignorância e a iluminação – Escrituras Editora e distribuidora Ltda – São Paulo – S.P. - Pág. 108.