quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Família e sociopolítica: a Justiça, a corrupção e nossos filhos.


A Família e a sóciopolítica estão intimamente ligadas, pois a Família é considerada como a “célula-máter” social, que por sua vez irá travar uma coexistência com todas as outras famílias e pessoas, formando assim a sociedade. Com isso surge a necessidade de ordem e regras para gerir a convivência entre famílias e pessoas, ou seja, a sociedade.[1]

Segundo a professora Edília Coelho Garcia, em sua obra “Educação Moral e Cívica para alunos do 2º grau” a Família é o primeiro agrupamento natural entre pessoas e uma instituição, em virtude de possuir uma estrutura definida.[2]

A família é um conjunto de pessoas que estão inseridos em uma sociedade, desta forma a convivência é regida por regras baseadas nos costumes, na ética, no Bom Senso e na manifestação das virtudes.
Na política a virtude que a rege é a Justiça, que segundo Platão é dar a cada um o que é devido de acordo com sua natureza e mérito.[3] O que não é ensinado nas famílias, pois ensina-se o contrario através da errônea rede de proteção da família, que protege os filhos quando cometem crimes, corrupções e atos levianos que comprometem o bem estar, o respeito e a convivência. Sob o discurso de “amar” os filhos, contudo esta é uma atitude baseada manutenção do mau caráter e na busca de confundir, de forma intencional, o bem e o mal, a fim de justificar suas ações errôneas e suas emoções bestiais.[4]


Cada vez mais os filhos se tornam delinquentes e vândalos que movidos por suas animalidades, objetivos imediatistas e inescrupulosos e desejos por destruição proliferam em nossa sociedade, com o respaldo dos pais que fizeram destes filhos um “Troféu de uma noitada de prazer” e não lhes ensina o que é o correto e o errado. Ptah-Hotep havia dito uma Vez:

“Se teu filho comete injustiças, se não obedece teus desejos, se abandona a disciplina, se seus atos arruínam tua casa, se protesta contra tudo o que dizes, deixa-o, posto que não é teu filho, não nasceu de ti.”

Porém o jovem professor Carlos, amigo deste colunista que vos escreve, afirmou que:

“Hoje em dia os pais deveria ir para a Escola para se educarem.”

Portanto, honrados leitores fica esta mensagem para a sociedade, que mergulhou em corrupção e que cria gerações perdidas de delinquentes juvenis e seres desrespeitosos.

Notas e referências bibliograficas:

[1] GUZMÁN, Délia Steinberg – O Jogos de Maya – Edições Nova Acrópole – Belo Horizonte – M.G.. - Pág. 113. PLATÃO – a República – Editora Martin Claret. – São Paulo – S.P.. - Págs. 25.
[2] GARCIA, Edília Coelho – Educação Moral e Cívica: para alunos do 2º grau – Lisa – Livros Irradiantes S.A. – São Paulo – S.P.. - Pág. 66.
[3] PLATÃO – Op. Cit. - Págs. 16, 17, 39.
[4] HSING, Yun –O Valor da Verdade: entre a ignorância e a iluminação – Escrituras Editora e distribuidora Ltda – São Paulo – S.P. - Pág. 108.

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